Olá,
terceiranistas! 3ºN 3ºO 3ºP 3ºAD
Nas
próximas aulas de Produção Textual, trabalharemos incansavelmente os diversos
gêneros textuais que poderão estar entre as 05 produções da UFPR.
Iniciaremos
pelos gêneros Bilhete e Carta
BILHETE
É
um texto curto, entre 5 a 7 linhas.
ESTRUTURA: prosa (há a possibilidade de
estruturar o bilhete em verso, observar o que pede o enunciado).
ELEMENTOS
Vocativo
Mensagem
Despedida
Assinatura (Na UFPR, não é permitido
identificar a prova, portanto, não coloque assinatura)
Data: a data no bilhete é o último
elemento e sugere-se colocá-la na margem direita.
Hora: É possível ainda colocar o
horário, observando a abreviatura correta.
LINGUAGEM
A
linguagem deve se adequar à situação comunicacional, focada no código do
interlocutor.
LINGUAGEM FORMAL
Uso
do pronome de tratamento adequado à situação, deve atender à normatização:
pontuação, concordância, regência, coesão, colocação pronominal. (Observar na
lista abaixo os pronomes de tratamento)
LINGUAGEM INFORMAL: em situações em que não se exige
formalidade, quando é possível o uso de gírias, abreviaturas e as marcas da
linguagem oral cotidiana.
Exemplo 1
Exemplo 2
Bilhete
Ainda que
ambos sejam textos do cotidiano, o bilhete difere da carta sobretudo, por ser
um texto breve. Além disso, os bilhetes não são textos selados e enviados pelo
correio. No entanto, eles podem apresentar, como nas cartas, um P.S.
(pós-escrito), ou seja, uma informação no final do corpo do texto.
Características do Bilhete
- Textos cotidiano e breves
- Escritos em primeira pessoa
- Linguagem coloquial
- Marcas de oralidade
- Estrutura livre
- Caráter informativo
- Presença de Emissor e Receptor
- Uso do Vocativo
Elementos do Bilhete
- Vocativo: Destinatário: pessoa a quem se destina o bilhete.
- Remetente: quem escreve o bilhete.
- Corpo de Texto: mensagem curta que será transmitida. Inclui, portanto, o assunto (tema).
- Despedida: na linguagem informal pode ser: beijos, abraços, se cuida, dentre outros.
- Data: dia em que o bilhete foi escrito
Para compreender melhor esse tipo de texto, segue abaixo exemplos de bilhetes:
Exemplo 1
Mari,
Não
poderei ir hoje à tarde te encontrar no centro. Tive um probleminha aqui em
casa. Depois te ligo, meu amor!
Beijos
enormes! Se cuida!
Dani
21/04/1998
Exemplo 2
Lú,
Não
se esqueça de lavar a louça do almoço e comprar o arroz e as batatas que lhe
pedi!
Beijos
da mamãe
PS:
Quando chegar, eu te ajudo com as tarefas da escola.
Exemplo 3
Rafa:
Preciso
te contar o que aconteceu na festa!!! Quando terminar a prova vem até minha
casa e conversamos melhor.... Vários babados!!!
Boa
sorte!
Aninha
12/03/2015
Exemplo 4
Meu
amor,
Deixei
o café da manhã na mesa especialmente pra vc!!!
Um
ótimo dia pra você!!!
Te
amo demais!!!
Sua
Fer.
CARTA
A
extensão deve ser adequada ao que se pede no enunciado, sugere-se entre 8 a 10
linhas.
ESTRUTURA: prosa
ELEMENTOS
1 Cidade, dia, mês, ano
2 Vocativo
Formal: (Autoridades) Pronomes de
Tratamento: Se a um juiz: meritíssimo. Ao presidente: Excelentíssimo. A uma
autoridade: Ilustríssimo, A uma revista ou jornal: Caro, ou senhor e o cargo.
Informal: Familiar (parentes, amigos):
querido(a),amigo, caro ... etc…e por aí vai.
Para pessoas que não sejam autoridades, o prezado (a) cabe
muito bem. Se souber o nome, coloque-o após o pronome de tratamento. Se não
souber, pode ser o cargo que ocupa.
3 Mensagem
3.1 Linguagem formal/informal (Fidelidade ao assunto
proposto no texto original)
3.2 Formal: Senhor ...
3.3 Informal: Querido, caro ...
4 Despedida (obrigatória: formal, atenciosamente,
cordialmente; informal: Abraço, até mais ...
5 Assinatura: Na UFPR é dispensada (nunca colocar
se não for solicitada no enunciado)
A
carta exige cuidados especiais. Em primeiro lugar, é necessário começar o texto
com um vocativo:
“Excelentíssimo
Senhor governador” (formal),
“Querido
amigo” (informal).
O
interlocutor também deve ser identificado ao longo da redação, por meio de
expressões como “o senhor” ou “a senhora”.
Na UFPR, outros elementos comumente presentes
em uma carta, como data e nome da
cidade, não são necessários.
Além
disso, nunca se deve assinar o texto,
já que qualquer forma de identificação faz com que a prova seja anulada.
O
enunciado pode pedir uma carta para alguém da própria família, um governante ou
até para um veículo de comunicação. O importante é conversar com naturalidade
ao longo do texto.
O
fechamento deve ter ideia de despedida, exigência de providências, ou
agradecimento pela atenção.
É necessário colocar
sempre o vocativo, mas a assinatura não deve conter o nome do
aluno.
A
UFPR já pediu vários tipos de cartas em vestibulares anteriores. Desde cartas
curtas e com linguagem um pouco mais informal, como as produzidas para seção de
leitores de jornais e revistas, até textos mais longos, direcionados a autoridades
e com exigência de recursos mais formais, há várias possibilidades. Nesse caso,
é importante ler com atenção o enunciado e fazer o que é proposto.
Normalmente,
esse tipo de recurso exige que o remetente, ao iniciar a carta, relacione o nome
da cidade, a data e um vocativo. No caso do vestibular, esses dois primeiros
itens são dispensáveis – a menos que sejam exigidos no enunciado.
O
candidato já pode começar a redação com o vocativo, na primeira linha, separado do resto do texto apenas por uma
vírgula.
Em
todos os casos, é importante que o candidato não se atenha à forma e fique
atento ao conteúdo. “O que caracteriza uma carta não é necessariamente o nome
da cidade, a data ou o vocativo, mas seu desenvolvimento com constante
referência a esse interlocutor que receberá essa comunicação”, explica o
professor de Português e Redação do curso Positivo, Wellington Wella.
Acesse modelo de cartas que já foram provas de vestibulares da UFPR.
http://www.alexanderfleming.com.br/figuras/colegial/Disciplinas/2010/Redacao/Claudia/Cartas%20ao%20Estilo%20UEM%20e%20UFPR.pdf
TIPOS DE CARTA
CARTAS EM PROVAS DE ANOS ANTERIORES DA UFPR
E OUTROS VESTIBULARES
CURIOSIDADE!
Carta de um escravo a seu antigo "dono":
http://www.salacriminal.com/home/carta-de-um-ex-escravo-ao-seu-antigo-dono
Acesse modelo de cartas que já foram provas de vestibulares da UFPR.
http://www.alexanderfleming.com.br/figuras/colegial/Disciplinas/2010/Redacao/Claudia/Cartas%20ao%20Estilo%20UEM%20e%20UFPR.pdf
TIPOS DE CARTA
Carta Argumentativa
A Carta
Argumentativa é um tipo de texto que tem como objeto principal persuadir o
leitor. Nesse sentido, a argumentação é sua principal arma de convencimento, de
forma que o emissor (escritor), através do seu ponto de vista, tenta convencer
o receptor (leitor) sobre determinado assunto.
Trata-se,
portanto, de um texto dissertativo-argumentativo que possui peculiaridades em
sua produção, posto que apresenta um receptor ou receptores específicos para o
qual se dirige.
Assim,
vale frisar que a principal característica do gênero textual “carta” é
justamente a existência de um emissor (remetente) e de um receptor
(destinatário). A linguagem utilizada pode ser formal ou informal, dependendo
da relação entre os interlocutores, por exemplo, um amigo (informal) e o
prefeito (formal).
Embora a
expansão da internet e dos meios de comunicação tenha criado outras formas de
interação (e-mail, redes sociais, etc.), a carta enviado pelo Correio ainda é
um recurso comunicativo muito importante. Por esse motivo, esteja atento a sua
estrutura, pois esse tipo de texto pode ser exigido em vestibulares e concursos
públicos.
Características
As
principais características da carta argumentativa são:
- Persuasão e argumentação
- Linguagem clara e objetiva
- Geralmente escrita em 1ª pessoa
- Presença de destinatário e remetente
- Uso de pronomes de tratamento
- Assinatura do escritor (locutor)
Estrutura
Embora
seja um texto dissertativo-argumentativo (com estrutura básica de introdução,
desenvolvimento e conclusão), a estrutura da Carta Argumentativa inclui ainda
outros momentos:
- Local e Data: Primeiramente, surge o nome da cidade (local) em que se encontra o emissor e a data que está sendo produzida. Essa parte é também chamada de cabeçalho.
- Nome do Receptor: Abaixo da data e do local, deverá surgir o nome da pessoa ou do órgão a quem se destina a carta.
- Saudação Inicial: Dependendo da formalidade, utilizamos determinadas saudações iniciais (vocativos). Representam as formas de tratamento como: prezado (ou caro) senhor ou senhora, excelentíssimo, digníssimo, dentre outros.
- Introdução: Na introdução, o assunto a ser abordado durante todo o texto deverá ser abordado, ou seja, o tema principal da carta.
- Desenvolvimento: Já que se trata de um texto argumentativo, nesse momento as argumentações e os pontos de vista deverão ser explorados de forma a convencer o leitor.
- Conclusão: Trata-se da parte final do texto, que apresenta o arremate das ideias expostas na introdução e no desenvolvimento. Em outras palavras, é a parte da síntese das ideias que aparece uma proposta, recomendação e/ou sugestão.
- Despedida: É a saudação final que colocará fim no seu texto, por exemplo, “atenciosamente”, se for formal, ou “beijos e abraços”, de maneira informal.
- Nome do Emissor: No final da Carta, aparece o nome e assinatura de quem a produziu.
Exemplo
Carta de Reclamação
As Cartas de Reclamações objetivam a reclamação sobre algo, seja
um serviço, um produto ou atitude) e solicitações (solicitar soluções para
determinado problema). Para compreender melhor sua estrutura e conceito.
Segue
abaixo um exemplo de carta argumentativa:
São
Cristóvão, 12 de fevereiro de 2010
Prezado
Diretor da Empresa Chocolate Amadeu,
Gostaria
de informar que comprei uma caixa de chocolates no ano passado para dar de
presente aos meus familiares no ano novo e tive uma grande desilusão, fora a
vergonha que tive de passar.
As cinco
caixas, compradas no estabelecimento Flora Brasil em dezembro de 2009, estavam fora
do prazo de validade e, além disso, os chocolates estavam esbranquiçados e sem
o sabor que costumam ter.
Visto
esse incidente, voltei à loja e eles me impediram de trocar os produtos, uma
vez que não estava com o recibo da compra. Para tanto, recorri ao Procon
(Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) e aguardo resposta da entidade
sobre a reclamação que fiz.
Nesse
caso, resolvi escrever diretamente para a empresa ver se consigo resolver meu
problema (ainda que ele não poderá ser resolvido totalmente, pois já tive que
passar a vergonha pela situação dos chocolates quando os ofereci).
Antes de
mais nada, devo ressaltar que os chocolates Amadeu sempre foram preferência por
todos que vivem em casa, e que nunca tive problema com os produtos da empresa.
No
entanto, gostaria de informar que se não for retribuída da maneira que deveria,
irei entrar em contato com o Procon e ver os procedimentos legais para punição
da empresa. Afinal, o consumidor tem o direito de reivindicar seus direitos, e
a empresa, por sua vez, de oferecer os melhores produtos a seus clientes.
Desde já
agradeço a atenção!
Atenciosamente,
Joana
Pires
Carta do Leitor
A Carta
do leitor é um tipo de carta (gênero epistolar) veiculada geralmente em
jornais e revistas, onde os leitores podem apresentar suas opiniões. É um
espaço reservado donde as opiniões, sugestões, críticas, perguntas, elogios e
reclamações dos leitores são publicadas e podem ser visualizadas por qualquer
indivíduo.
Possui
uma função relevante para os meios de comunicação, de modo que a carta do
leitor assegura uma resposta (feed-back) de seus leitores. É um
importante instrumento de comunicação cujo leitor pode interagir com o meio de
comunicação, expondo assim, seu ponto de vista sobre uma notícia, reportagem,
pesquisa ou qualquer outro assunto atual.
Além
disso, ele pode sugerir algum tema a ser abordado. Por esse motivo, é uma
importante ferramenta de produção de pauta para os veículos de comunicação.
Desse
modo, devemos lembrar que a carta do leitor possui um remetente (emissor ou
locutor) e destinatário (receptor ou interlocutor). Antes de ser publicada ela
passa pela equipe de revisão, a qual adaptará o texto e corrigirá possíveis
erros.
Por esse
motivo, não existe um modelo específico, uma vez que segue o padrão de
apresentação e o espaço destinado para esse fim determinado pelo meio de
comunicação. Vale lembrar que a carta do leitor é uma pequena seção do veículo
de comunicação, a qual pode ser publicada na íntegra, ou somente trechos
relevantes.
Como será
publicada, as expressões de baixo calão, ou posições preconceituosas não devem
ser pronunciadas. Além disso, o leitor deve evitar expressões populares,
gírias, vícios de linguagem, apresentando seu texto numa linguagem formal, ou
seja, que segue a norma culta da língua.
Importante
destacar que, de acordo com o público, a linguagem pode ser mais descontraída,
por exemplo, numa revista para adolescentes.
Características
As
principais características da carta do leitor são:
- Textos breves e escritos em 1ª pessoa
- Temas atuais e de caráter subjetivo
- Linguagem simples, clara e objetiva
- Presença de destinatário e remetente
- Texto expositivo e argumentativo
Estrutura: Como Fazer uma Carta do Leitor?
Geralmente
as cartas dos leitores não seguem uma estrutura padrão, no entanto, devem
apresentar alguns elementos estruturais:
- Vocativo: aparece o nome da revista ou do jornal e pode vir acompanhada de local e data (chamado de cabeçalho).
- Introdução: pequeno trecho que aborda o assunto que será apresentado e explorado pelo leitor.
- Desenvolvimento: desenvolvimento da argumentação do leitor sobre sua ideia central.
- Conclusão: o leitor arremata suas ideias, e geralmente inclui uma sugestão para o assunto abordado.
- Despedida: representa as saudações finais do leitor, por exemplo, atenciosamente, cordialmente, abraços, etc.
- Assinatura: O leitor assina seu nome, o qual pode aparecer em forma de sigla, por exemplo, Afonso Miguel Pereira dos Santos (A.M.P.S.)
Exemplos
Para
compreender melhor o conceito de carta do leitor, segue abaixo dois exemplos,
donde o primeiro apresenta uma linguagem formal e o segundo uma linguagem
informal:
Exemplo 1
São
Paulo, 12 de dezembro de 2013
Caros
Editores da Revista Viagens e Lazer,
Antes de
mais nada, gostaria de agradecer a matéria publicada no mês de outubro
intitulada “Lugares Inóspitos do Planeta” pela riqueza de detalhes e das
fotos acrescidas ao texto.
Após ler
a matéria, fiz uma lista dos locais que me interessam conhecer, uma vez que sou
antropólogo e um grande viajante e explorador de lugares. Quanto a isso, tenho
uma sugestão para o próximo mês, a inclusão de uma matéria sobre as ilhas Fiji.
Estive ali durante dois anos de minha vida e pude contemplar belezas naturais
estonteantes. Parabéns pelo trabalho!
Agradeço
a atenção!
João
Ribeiro, Porto Alegre (Rio Grande do Sul)
Exemplo 2
Rio de
Janeiro, 15 de setembro de 2012
Olá
Pessoal da Revista Teen Femina,
Meu nome
é Gisele e tenho 14 anos. Adorei a matéria sobre o primeiro beijo e gostaria de
sugerir uma nova matéria sobre o namoro na adolescência. Sou fã da revista,
compro todo o mês!!!
Além
dessas matérias importantes na adolescência adoro a seção de modas e
acessórios. Já pensaram em ter um espaço para a reciclagem de artigos de moda?
Tenho feito algumas adaptações nas roupas e acessórios que tenho no
guarda-roupa e tem sido um sucesso com a galera.
Abraços e
até a próxima!
Gisele
Matias Albuquerque, Natal (Rio Grande do Norte)
Carta Aberta
A Carta
Aberta é um modelo de carta (texto epistolar) que tem como principal
característica informar, instruir, alertar, protestar, reivindicar ou
argumentar sobre determinado assunto.
É um
veículo de comunicação coletiva, ou seja, é destinada a várias pessoas (algum
público, sindicatos, representações, comunidade, etc.). Portanto, o
destinatário e o remetente da carta aberta não são seres individuais e por
isso, ela é diferente das cartas pessoais.
A carta
aberta não está reduzida a somente um gênero textual, ou seja, ela pode ser um
texto instrucional, expositivo, argumentativo ou descritivo.
Diante
disso, vale lembrar que ela pode englobar mais de um gênero, ou seja, ela pode
ser ao mesmo tempo descritiva e argumentativa.
Dessa
maneira, a carta aberta representa uma importante ferramenta de participação
política dos cidadãos, uma vez que apresenta determinado assunto de interesse
coletivo.
Lembre-se
que a carta aberta não é um texto muito extenso e sua linguagem é clara, coesa
e está de acordo com as normas gramaticais.
Geralmente
são veiculadas nos meios de comunicação (televisão, rádio, internet, etc.)
sendo que os assuntos mais abordados apontam algum problema, demanda da
comunidade, apoio a uma causa, dentre outros.
Estrutura: Como fazer uma Carta Aberta?
Para
produzir uma carta aberta, devemos estar atentos a seguinte estrutura:
- Título: geralmente é acrescentado um título que indica a quem será destinada a carta (comunidade, associação, instituição, organização, entidade, autoridade municipais, estaduais e nacionais, etc.)
- Introdução: tal qual um texto dissertativo, ela apresenta introdução, desenvolvimento e conclusão. Na introdução, as principais ideias são abordadas pelos destinatários.
- Desenvolvimento: segundo a proposta da carta, nesse momento serão apontados os principais argumentos e pontos de vista referentes ao assunto abordado.
- Conclusão: momento de arrematar a ideia e sugerir alguma ação dos interlocutores ou possível resolução do problema posto em causa. Na conclusão, ocorre o fechamento da ideia e busca de soluções.
- Despedida: com saudações cordiais e assinatura dos remetentes, a despedida finaliza a carta aberta.
Exemplo
Para
compreender melhor o conceito, segue abaixo um exemplo de Carta Aberta:
Carta
Aberta a Comunidade de Manaus
De acordo
com os problemas que temos passado durante os últimos dias no centro de Manaus,
resolvemos apontar alguns temas para a reflexão, os quais consideramos de suma
importância para a comunidade manauara.
Primeiramente,
devemos salientar que o pagamento dos espaços destinados à comercialização dos
produtos artesanais inclui todos os profissionais que comercializam seus
produtos no centro do município.
Assim,
após a inscrição na Prefeitura Municipal, os inscritos deverão pagar a
matrícula do espaço alugado e ainda um valor de 20% das vendas anuais. Esse
evento de mudança na legislação a partir do mês de outubro, acarretou diversos
problemas para os artesões que sofreram com a fiscalização na semana passada no
centro da cidade.
Visto a
repercussão do episódio, decidimos entrar em contato com o órgão responsável
para ampliar o tempo de cadastramento de todos os artesãos, visto a
desorganização das últimas inscrições, bem como a falta de informação.
Além
disso, depois de nosso contato, a rádio e canal local de televisão, ficaram
encarregadas de divulgar durante um mês, informações sobre a nova legislação,
bem como a importância do cadastramento e detalhes sobre o pagamento dos
espaços locais.
Esperamos
que todos estejam atentos uma vez que o trabalho de produção e comercialização
de produtos artesanais representa uma parte considerável de nosso patrimônio,
e, portanto, possui um valor inestimável para a comunidade.
Atenciosamente,
Associação
de Artesãos de Manaus
Carta Pessoal
A Carta
Pessoal é um tipo de texto epistolar utilizado geralmente entre indivíduos
que apresentem certa aproximação (amigos, familiares, etc.).
Ainda que
seja pouco utilizada atualmente, visto a expansão da tecnologia (e-mail, redes
sociais, etc.), há pessoas que preferem escrever no papel (texto manuscrito) e
enviar as cartas via correio.
Carta
Manuscrita
Assim,
quando enviamos pelo correio, o nome do destinatário e as informações do
endereço, CEP, cidade e Estado aparecem na frente do envelope. Já na parte de
trás, deverá estar o nome do remetente, seguido do endereço (rua, avenida,
número e bairro), além do CEP (Código de Endereçamento postal), cidade e
Estado.
Dependendo
da pessoa a quem se destina, a linguagem utilizada na carta pessoal pode ser
uma linguagem mais despretensiosa (coloquial e informal) ou mais preocupada com
as normas gramaticais (linguagem formal).
Assim, se
a carta for destinada a uma pessoa próxima é provável que apresente vícios e
figuras de linguagem, bem como gírias e expressões populares. No entanto, se
for uma carta destinada ao diretor da escola, por exemplo, expressões de
formalidade serão incluídas, por exemplo, frases de cordialidade
(atenciosamente, cumprimentos, etc.), além de seguir as normas gramaticais da
língua.
Características
As
principais características da Carta Pessoal é:
- Presença de destinatário (interlocutor) e remetente (locutor)
- Uso de linguagem formal ou informal
- Texto de ordem sentimental e subjetiva
- Texto geralmente breve
- Escritos na primeira pessoa do singular
- Tema livre (seja fatos do cotidiano, acontecimentos)
Estrutura
Dependendo
da proximidade entre o destinatário e o remetente, as cartas pessoais não
seguem uma estrutura padrão. No entanto, vale lembrar que como gênero epistolar
ela apresenta uma estrutura básica:
- Local e Data: são colocados acima de qualquer informação.
- Vocativo: o nome do destinatário aparece logo abaixo do local e da data. Pode também ser substituído (ou estar junto ao nome) por expressões de saudações (caro amigo, tia querida, etc.).
- Corpo do texto: conta com a introdução, desenvolvimento e conclusão do que se pretende informar.
- Despedida: saudações do remetente que podem ser de cunho formal ou informal, por exemplo, “atenciosamente” ou “beijos carinhosos e forte abraço”
- Assinatura: para finalizar a carta, o remetente assina seu nome abaixo das saudações de despedida. Nas cartas pessoais geralmente é escrito somente o primeiro nome.
Exemplos
Para
compreender melhor esse tipo de texto, segue abaixo dois exemplos de Carta
Pessoal. A primeira é destinada a um amigo e por isso contém uma linguagem
informal, e a segunda destinada ao diretor da escola apresenta a linguagem
culta ou formal:
Exemplo 1
São
Paulo, 12 de janeiro de 2015
Amiga
querida,
Estive
pensando muito em você esses dias e resolvi lhe mandar uma carta para falar
sobre o ocorrido naquela noite. Antes de mais nada, quero ressaltar que a Ana
estava de olho no Adriano desde o início da festa (e já sabemos que antes
disso!!!).
Como você
não estava presente, ele aproveitou o momento para chegar nela. Todo mundo viu
eles ficando e isso foi uma surpresa para todos. Quero que saiba que quando
precisar conversar conte comigo. Estarei aqui sempre que precisar! Podemos
combinar um cafezinho esses dias. O que acha? Tenho muitas saudades de nossas
conversas Bia!
Te adoro
demais!!!
Beijos
grandes e enormes abraços!!!
Espero
ansiosa sua resposta!!!
Carol
PS: Até
quando você fica na cidade? O Davi está agora na praia, mas chega dia 15.
Uhuuu!!!
Exemplo 2
Brasília,
15 de fevereiro de 2014
Caro
Diretor,
Solicito
a V.Sa. o espaço exterior para realizar a feira de ciências organizada pela
turma do 9° ano que ocorrerá dia 20 de fevereiro na Escola Estadual José Alvim.
Tem em vista a importância desse evento
e a impossibilidade de o realizar na sala de aula, pedimos encarecidamente o
espaço externo.
Desde já
agradecemos a atenção!
Atenciosamente,
Aluno
Representante do 9° ano.
Curiosidade:
A Sigla
"P.S." que apresenta uma informação abaixo de todo o texto, significa
pós-escrito ou escrito depois (em latim, Post Scriptum).
Trata-se, portanto, de uma observação que o escritor não acrescentou ao corpo
de texto e deseja adicionar.
E OUTROS VESTIBULARES
CURIOSIDADE!
Carta de um escravo a seu antigo "dono":
http://www.salacriminal.com/home/carta-de-um-ex-escravo-ao-seu-antigo-dono
CARTA – UFPR/2011/2012
Escreva uma carta dirigida à seção “Cartas” da revista
Superinteressante, manifestando sua opinião sobre a existência da
meia-entrada. O seu texto deve, necessariamente:
a) manifestar um ponto de vista em relação à questão tratada;
b) retomar argumentos do infográfico para dar sustentação a sua opinião (você poderá reafirmar esses argumentos ou contrapor-se a eles);
c) ter de 12 a 15 linhas.
a) manifestar um ponto de vista em relação à questão tratada;
b) retomar argumentos do infográfico para dar sustentação a sua opinião (você poderá reafirmar esses argumentos ou contrapor-se a eles);
c) ter de 12 a 15 linhas.
Obs. A sua carta NÃO deverá ser assinada. Qualquer sinal
de identificação invalida sua prova.
CARTA - UFPR/2010/2011
CARTA - UFPR/2010/2011
Em 3 de setembro de 2010, a revista ISTOÉ publicou
uma síntese, assinada por Paulo Lima, do livro ainda inédito Fé em Deus e pé na
tábua – Como e por que você enlouquece dirigindo no Brasil, do antropólogo
Roberto DaMatta:
Nosso comportamento terrível no trânsito é
resultado da nossa incapacidade de sermos uma sociedade igualitária; de
instituirmos a igualdade como um guia para a nossa conduta. Nosso trânsito
reproduz valores de uma sociedade que se quer republicana e moderna, mas ainda
está atrelada a um passado aristocrático, no qual alguns podiam mais do que
muitos, como ocorre até hoje. Em casa, nós somos ensinados que somos únicos,
especiais. Aprendemos que nossas vontades sempre podem ser atendidas. É o
espaço do acolhimento, do tudo é possível por meio da mamãe. Daí a pessoa chega
na rua e não consegue entender aquele espaço onde todos são juridicamente
iguais. Ir para a rua, no Brasil, ainda é um ato dramático, porque significa
abandonar a teia de laços sociais onde todos se conhecem e ir para um espaço
onde ninguém é de ninguém. E o trânsito é o lado mais negativo desse mundo da
rua. É doentio, desumano e vergonhoso notar que 40 mil pessoas morrem por ano
no trânsito de um país que se acredita cordial, hospitaleiro e carnavalesco. No
Brasil, você se sente superior ao pedestre porque tem um carro. Ou superior a
outro motorista porque tem um carro mais moderno ou mais caro. O motorista não
consegue entender que ele não é diferente de outro motorista, do pedestre, do
motorista de ônibus. Que ele não tem um salvo-conduto para transgredir as leis.
No Brasil, obedecer à lei é uma babaquice, um sintoma de inferioridade. Quem
obedece é subordinado porque a hierarquia que permeia nossas relações sociais
jamais foi politizada. Isso é herança de uma sociedade aristocrática e
patrimonialista, em que não houve investimento sério no transporte coletivo e
onde ainda impera o “Você sabe com quem está falando?”
(LIMA, Paulo. “Como estou dirigindo?”, ISTOÉ ed.
2130.)
Tomando
como ponto de partida as opiniões de DaMatta, escreva uma carta dirigida ao
Secretário de Educação do
Estado do Paraná, solicitando a inclusão, no currículo do Ensino Médio, de conteúdos voltados à educação para o
trânsito. Use as afirmações de DaMatta como argumentos para fundamentar sua solicitação.
Estado do Paraná, solicitando a inclusão, no currículo do Ensino Médio, de conteúdos voltados à educação para o
trânsito. Use as afirmações de DaMatta como argumentos para fundamentar sua solicitação.
• O texto
deve ter de 10 a 12 linhas.
• A carta NÃO deverá ser assinada. Qualquer sinal de identificação invalida sua prova.
• A carta NÃO deverá ser assinada. Qualquer sinal de identificação invalida sua prova.
CARTA NO VESTIBULAR UFPR
CARTA
DE RECLAMAÇÃO
-
Indicação do objeto alvo de reclamação (ex: “os buracos existentes nas ruas”;
“atraso na entrega do imóvel”);
-
Indicação das causas do objeto alvo da reclamação (Provável causa para o
desgaste do calçamento - “(ele) suporta diariamente o peso dos ônibus e
carros”);
-
Justificativa para convencimento de que o objeto pode ser (merece ser) alvo de
reclamação;
-
Indicação de vozes que não consideram que o objeto pode ser alvo de reclamação;
-
Resposta ao contra-argumento relativo à pertinência da reclamação (Mala que
sofreu avarias - “Os objetos que sofreram estragos são relativamente fáceis de
serem substituídos” – “Porém o fato que desapontou foi a maneira relapsa com
que o diretor foi tratado quando reclamou verbalmente no balcão de informações
da companhia”);
-
Indicação de sugestões de providências a serem tomadas (“Reparar ou substituir
o frigorífico no prazo de 10 dias”);
-
Justificativa para convencimento de que a sugestão é adequada;
-
Levantamento de vozes que não consideram que as sugestões são boas;
-
Resposta ao contra-argumento quanto à pertinência da sugestão de providências
(Ex:sugestão dada na carta - “Devolver o pagamento da roupa”;
-contra-argumentação:
“A Empresa está em fase de recuperação do software de gestão financeira”;
-Refutação:“Mesmo
com dificuldades, a empresa tem o dever de cumprir com as obrigações legais”);
-
Saudação (“Esperamos, sinceramente, que nossas reclamações sejam ouvidas com
mais atenção desta vez” e “Esperando que esse órgão cumpra com seu
papel...”);
-
outras, com agradecimentos à atenção dada (“Desejo, na oportunidade, mostrar
minha satisfação com a gentileza e seriedade com que meus apelos e reclamações
são recebidos”) e aquelas em que o escritor apenas cumprimentava o destinatário
(“Com os melhores cumprimentos”).
-
Apresenta formato semelhante ao da carta pessoal, apresentando data, vocativo,
corpo do texto, expressão cordial de despedida, assinatura - só a inicial do
sobrenome);
-
Apresenta formato semelhante ao da carta pessoal, apresentando data, vocativo,
corpo do texto, expressão cordial de despedida, assinatura - só a inicial do
sobrenome);
Modelos
1
- Indica e argumenta a respeito do objeto da reclamação;
2
- Indica e argumenta a respeito do objeto da reclamação, indica sugestões;
3
- Indica e argumenta sobre o objeto de reclamação, indica e argumenta sobre as
sugestões.
CARTA
DO LEITOR
-
É um instrumento de divulgação de conceitos, ideias e concepções do leitor
sobre determinados assuntos;
-
É um gênero textual, em que o autor da carta expressa opiniões (favoráveis ou
não) a respeito de assuntos publicados em revistas, jornais, ou sobre o
tratamento dado a esses assuntos;
-
Apresenta formato semelhante ao da carta pessoal, apresentando data, vocativo,
corpo do texto, expressão cordial de despedida, assinatura);
-
É escrito em linguagem mais pessoal (empregando pronomes e verbos em 1ª pessoa)
ou mais impessoal (empregando pronomes e verbos na 3ª pessoa) ou ainda a
possibilidade de utilizar os dois tipos de linguagem ao mesmo tempo;
-
Contém menor ou maior impessoalidade, de acordo com a intenção do autor
(protestar, brincar ou impressionar os leitores, por exemplo).
MODELO DE CARTA DO LEITOR PEDIDO EM VESTIBULARES
UEM/2010
CARTA DO LEITOR
Os textos desta Prova de Redação abordam o tema sobre a nova lei antipalmada, que já foi trabalhado nos três textos da
Prova de Língua Portuguesa. Tendo todos esses textos como apoio, redija os gêneros textuais solicitados.
Art. 1.º A Lei n.º 8.069, de 13 de julho de 1990, passa a vigorar acrescida dos seguintes artigos:
Art. 17-A. A criança e o adolescente têm o direito de serem educados e cuidados pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar, tratar, educar ou vigiar, sem o uso de castigo corporal ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação, ou qualquer outro pretexto.
Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, considera-se:
I – castigo corporal: ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou
adolescente.
II – tratamento cruel ou degradante: conduta que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize a criança ou o adolescente.
Disponível em: <http://portal.mj.gov.br/sedh/bata.pdf>. Acesso em: 21 set. 2010.
Por que ainda se bate em criança? Há quem acredite que o ironicamente chamado “tapa pedagógico” tenha efeito educativo. Não tem, e isso pode ser constatado no próprio convívio com crianças que levam castigos físicos quando cometem alguma transgressão. Crianças de todas as classes sociais, desde bem pequenas, apanham porque não conseguem ainda se controlar e fazem o que os adultos esperam que já saibam que não poderiam ou deveriam fazer. Mas voltam a cometer a mesma falta. E apanham novamente.
(…)
Sempre é bom lembrar que educar uma criança é socializá-la, ou seja, introduzi-la no mundo do convívio civilizado. Bater em uma criança para ensinar a ela que é preciso saber esperar, mostrar respeito ao outro, relacionar-se com boas maneiras e aceitar alguns impedimentos na vida não faz o menor sentido, portanto. É contraditório.
Isso posto, não há como defender o uso de castigos físicos em nome de uma boa educação. É possível, quando necessário, aplicar sanções na criança ou ao jovem que não são humilhantes ou violentas, tanto sob o aspecto físico quanto moral.
Antes de seguir quero deixar muito claro que, obviamente, espancamento é crime. Seja dos pais ou de quem for. Palmada não. E nada me convence de que precisamos de mais uma lei, já que a legislação existente pune o espancamento e demais agressões físicas. Nada tampouco me convence de que o Estado deve interferir neste nível na vida privada, na maneira como cada um educa seus filhos.
(…)
Um dos argumentos em defesa da nova lei é a de que as pessoas não saberiam a diferença entre uma palmada e um espancamento. Acredito que a maioria das pessoas sabe muito bem a diferença entre dar um tapa na bunda de uma criança e espancar uma criança.
(…)
Espancamento, ouso dizer que a maioria de nós não experimentou. Mas palmadas quase todos conhecem na pele. Eu nunca fui espancada pelos meus pais, mas recebi várias palmadas. E todas elas, na minha percepção, foram atos de amor e de educação. Eu nunca espanquei minha filha, mas dei várias palmadas nela. E também foram atos de amor e de educação.
(…)
Não estou fazendo aqui nesta coluna uma apologia da palmada. Há pais que educam sem bater – e conheço alguns. Há outros que educam dando palmadas quando outras tentativas se esgotam. Os que não batem não são melhores pais porque não batem – e vice-versa.
(…)
Não tenho dúvida de que os autores e apoiadores da lei são bem intencionados. Mas acho que se equivocaram e erraram o alvo. Uma lei como esta desautoriza os pais – e o faz numa época em que eles mesmos, por diversas razões, já desautorizam a si mesmos. Ao exercer sua autoridade de forma abusiva, o Estado esvazia de autoridade e infantiliza seus cidadãos. Isto é grave.
MODELO DE CARTA DO LEITOR PEDIDO EM VESTIBULARES
UEM/2010
CARTA DO LEITOR
Os textos desta Prova de Redação abordam o tema sobre a nova lei antipalmada, que já foi trabalhado nos três textos da
Prova de Língua Portuguesa. Tendo todos esses textos como apoio, redija os gêneros textuais solicitados.
PROJETO DE LEI
Altera a Lei n.º 8.069, de 13
de julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (…)Art. 1.º A Lei n.º 8.069, de 13 de julho de 1990, passa a vigorar acrescida dos seguintes artigos:
Art. 17-A. A criança e o adolescente têm o direito de serem educados e cuidados pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar, tratar, educar ou vigiar, sem o uso de castigo corporal ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação, ou qualquer outro pretexto.
Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, considera-se:
I – castigo corporal: ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou
adolescente.
II – tratamento cruel ou degradante: conduta que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize a criança ou o adolescente.
Disponível em: <http://portal.mj.gov.br/sedh/bata.pdf>. Acesso em: 21 set. 2010.
Tapinha dói
Rosely
Sayão
Muitas mães pensam que um
tapinha dado no filho, com amor e boa intenção, não dói. Dói sim, e como dói! E
não apenas no corpo. Claro, este padece nessa hora, mas a criança fica
principalmente magoada com aquele adulto de quem espera proteção, amor e
cuidado, e não agressão. Resultado: o vínculo de confiança que deveria haver
entre eles pode ser afetado, prejudicado.Por que ainda se bate em criança? Há quem acredite que o ironicamente chamado “tapa pedagógico” tenha efeito educativo. Não tem, e isso pode ser constatado no próprio convívio com crianças que levam castigos físicos quando cometem alguma transgressão. Crianças de todas as classes sociais, desde bem pequenas, apanham porque não conseguem ainda se controlar e fazem o que os adultos esperam que já saibam que não poderiam ou deveriam fazer. Mas voltam a cometer a mesma falta. E apanham novamente.
(…)
Sempre é bom lembrar que educar uma criança é socializá-la, ou seja, introduzi-la no mundo do convívio civilizado. Bater em uma criança para ensinar a ela que é preciso saber esperar, mostrar respeito ao outro, relacionar-se com boas maneiras e aceitar alguns impedimentos na vida não faz o menor sentido, portanto. É contraditório.
Isso posto, não há como defender o uso de castigos físicos em nome de uma boa educação. É possível, quando necessário, aplicar sanções na criança ou ao jovem que não são humilhantes ou violentas, tanto sob o aspecto físico quanto moral.
Texto
adaptado da Folha de S.Paulo. São Paulo, 27 jul. 2010. Equilíbrio.
Ao propor a proibição da palmada, o Estado infantiliza os
pais
Eliane
Brum
Será que palmada é crime e eu
não estou percebendo algo importante?Antes de seguir quero deixar muito claro que, obviamente, espancamento é crime. Seja dos pais ou de quem for. Palmada não. E nada me convence de que precisamos de mais uma lei, já que a legislação existente pune o espancamento e demais agressões físicas. Nada tampouco me convence de que o Estado deve interferir neste nível na vida privada, na maneira como cada um educa seus filhos.
(…)
Um dos argumentos em defesa da nova lei é a de que as pessoas não saberiam a diferença entre uma palmada e um espancamento. Acredito que a maioria das pessoas sabe muito bem a diferença entre dar um tapa na bunda de uma criança e espancar uma criança.
(…)
Espancamento, ouso dizer que a maioria de nós não experimentou. Mas palmadas quase todos conhecem na pele. Eu nunca fui espancada pelos meus pais, mas recebi várias palmadas. E todas elas, na minha percepção, foram atos de amor e de educação. Eu nunca espanquei minha filha, mas dei várias palmadas nela. E também foram atos de amor e de educação.
(…)
Não estou fazendo aqui nesta coluna uma apologia da palmada. Há pais que educam sem bater – e conheço alguns. Há outros que educam dando palmadas quando outras tentativas se esgotam. Os que não batem não são melhores pais porque não batem – e vice-versa.
(…)
Não tenho dúvida de que os autores e apoiadores da lei são bem intencionados. Mas acho que se equivocaram e erraram o alvo. Uma lei como esta desautoriza os pais – e o faz numa época em que eles mesmos, por diversas razões, já desautorizam a si mesmos. Ao exercer sua autoridade de forma abusiva, o Estado esvazia de autoridade e infantiliza seus cidadãos. Isto é grave.
Texto
adaptado. Disponível em: <http://revistaepoca.globo.com/
Revista/Epoca/O,,EMI157752-15230,00-PALMADA+NA+LEI.html>. Acesso em: 21 set.
2010.
GÊNERO TEXTUAL 1 – CARTA DO LEITOR
Como leitor da revista Veja,
escreva uma carta
ao editor, Sr. Silva, com até 15 linhas, expondo sua opinião a respeito da
“nova lei antipalmada”, sustentando sua posição. Assine a carta apenas com o
nome Leitor.
GÊNERO TEXTUAL 2 – RELATO
Como repórter, redija
um relato,
com até 15 linhas, que fará parte da reportagem da revista Veja sobre a
“nova lei antipalmada”, no qual se exemplifique uma experiência sobre o tema.


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