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sábado, 17 de maio de 2014

3A, 3H, 3M, 3N LEITURA INTRODUTÓRIA DE A ÚLTIMA QUIMERA

Eis um comentário dos capítulos iniciais de "A Ultima Quimera".
É preciso uma leitura do já dito em outros textos, como os de Olavo Bilac, poeta parnasiano citado no início da narrativa.
Para a compreensão desse ponto é necessário conhecer as características do Parnasianismo; lembram-se de: “Torce, aprimora, alteia, lima”, in: Profissão de fé, de Olavo Bilac para o qual o ato poético estava centrado na estética e não no conteúdo?
Então, ao encontrar Olavo Bilac quando se dirigia ao velório de Augusto dos Anjos, o narrador dialoga com o seu interlocutor tentando trazer à lembrança dele o valor da produção poética deixada pelo amigo, porém, Olavo Bilac, no auto de seu orgulho parnasiano emite um juízo de valor negativo à obra de Augusto do Anjos, o que entristece e muito o narrador.
Posteriormente, após o enterro de Augusto, os dois se encontram novamente: Narrador e Bilac, é quando aquele se surpreende com o reconhecimento deste quanto ao conteúdo da obra poética do poeta morto.
ATENÇÃO: Lembrem-se de que o próprio título: EU, remete a uma leitura intensa entre aquilo que se quer impor (Modernismo) e o que se rejeita (o passado de uma literatura voltada para a construção estética centrada em valores clássicos gregos e romanos, ambos distantes da realidade contemporânea à época, do povo brasileiro: urbanização, industrialização, o avanço científico, às revoltas populares contra o “status quo” político e social, a ausência do discurso direto quanto à fala do mestiço originado pela junção do negro, do índio e do branco,  as consequências da imigração, e a dificuldade de adaptação destes à nova terra; o nacionalismo, e a exaltação exacerbada de uma nação que insistia em manter no subsolo as suas mazelas). O título EU é uma forma de se impor a Literatura, numa relação entre o EU anterior (Parnasianismo, Romantismo ...) que nada é, por sua condição humana, numa relação ao novo (Obras Pré-Modernistas que transitam para a afirmação do Modernismo) que também não o é, mas que sabe da sua condição, pois se expõe como vítima de um verme que lhe vai roer as carnes até deixar apenas os cabelos!.
A Literatura dos autores Pré-Modernistas, assim como a  de Augusto dos Anjos rompe com os padrões estabelecidos e revelam o contemporâneo, a vanguarda: centram no conteúdo (história e ciência) e o diversificam, inovam na linguagem (liberdade na imposição de novos termos e criação de neologismos) e rompem com a forma clássica (fixa). (ANÁLISE DA PROFESSORA MARIA LÚCIA)
Agora peço a vcs que releiam o início até encontrarem esses pontos, mais tarde explanarei novos comentários até que concluamos a leitura da obra!
Bjs. Meus lindos!

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