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sexta-feira, 4 de abril de 2014

1O 1P 1 Q REVISAO TROVADORISMO

Olá, meus lindos.
Concluindo os trabalhos com a Literatura Trovadoresca, eis uma revisão geral:



Revisão elaborada pela professora Maria Lúcia Carneiro, na disciplina de Português.

TROVADORISMO – 1189
Introduzida em Portugal por Paio Soares de Taveirós com a Cantiga da Ribeirinha.

Contexto histórico:

1.  Feudalismo (feudo-terra) – era o poder em relação à posse da terra que conduzia a vida do homem naquele momento.
Ao proprietário da terra dava-se o nome de Senhor Feudal.
O Feudalismo fez surgir duas classes: a do Senhor Feudal (aquele que possuía o feudo/terra x o vassalo, aquele que dependeria da terra para a própria subsistência, ou seja, aquele que estaria sujeito e subordinado às ordens do Senhor Feudal que lhe daria um pedaço de terra em troca da servidão. Criava-se então uma relação de desigualdade.

2. Teocentrismo (Téo=Deus) – era a fé em Deus que conduzia a vida do homem.
Difundia-se a ideia de que o homem somente vivia porque Deus permitia, logo, para continuar vivendo era preciso exercitar a fé para que a vida terrena fosse uma passagem para a outra vida junto ao eterno, e em nome de Deus, o povo era levado ao trabalho até à exaustão porque o suor dele representava o sacrifício mais tarde recompensado.

3. Guerra – Vivia-se o momento das Cruzadas, guerra de cunho religioso e político.

Características da literatura/oralidade
1.       Literatura=música: eram poucas as pessoas alfabetizadas, portanto, a escrita era competência do clero e da nobreza, logo, para propagar os textos literários buscava-se um trovador (do verbo trouver, do francês), aquele que comporia a melodia para o texto poético; esses trovadores eram pessoas do povo.
2.       Paralelismo= recurso literário que facilitava a sonoridade e se caracteriza por versos que se repetem ao final das estrofes (refrão, ou estribilho hoje presente na música).
3.       Temática: a realidade política, social, econômica e religiosa.
4.       Cantigas: textos literários em forma de versos semelhantes ao texto musical.
5.      
         Tipos de cantiga:
Lírica: de amor e de amigo
Satírica: de maldizer e de escárnio
   Cantigas de amor: o eu lírico masculino canta o seu amor à mulher amada numa relação semelhante àquela estabelecida entre o Senhor Feudal e o vassalo, por isso, chamada de vassalagem amorosa, pois o homem, de forma platônica demonstrava o seu amor à mulher (Senhora) numa posição de subordinação.
Cantigas de amigo: o eu lírico, feminino, canta o seu amor ao amigo (namorado/amante) que está distante, geralmente lutando nas guerras (As Cruzadas)

Cantigas de escárnio: temática variada de fundo crítica, em que se denunciavam os vícios humanos, assim como a hipocrisia da política e da religião da época. A crítica/denúncia era indireta, ou seja, não se apontava o nome àquele a quem se queria atingir.
Cantigas de maldizer: semelhante à cantiga de escárnio, diferenciando-se por se tratar de uma crítica/denúncia mais direta, pois apontava-se o nome daquele a quem se criticava.
6.    
        CANCIONEIROS: São as compilações das cantigas que hoje estão preservadas nos museus em Portugal.
7.    
        NOVELAS DE CAVALARIA: São os textos em prosa, as narrativas ficcionais, a contação das histórias dos homens que lutavam por reinos, donzelas e paixões nos tempos medievais e que incluíam a Rei Arthur e os cavaleiros da távola (mesa) redonda.
As novelas de cavalaria mais conhecidas são: a demanda do Santo Graal e Amadis de Gaula.
A DEMANDA DO SANTO GRAAL – é uma novela que narra a busca os cavaleiros da távola redona ao Santo Graal (cálice em que Jesus teria tomado o vinho da última Ceia)

HERANÇA DO TROVADORISMO AO BRASIL
O Brasil herdou alguns termos da linguagem trovadoresca como “amigo”, “amigado”.
LITERATURA DE CORDEL: O Trovadorismo inspirou no Brasil a Literatura de Cordel, pequenos livros em que os autores escrevem para criticar/denunciar atos dos quais discordam e estão relacionados aos costumes, à política e à vida social, principalmente no Nordeste Brasileiro, onde os autores expõem as obras em varais, nas ruas.
REPENTE: jogo musical de palavras entre interlocutores, geralmente uma dupla,  que cantam, acompanhados de um instrumento musical, e expressam o conteúdo de suas críticas elaboradas na improvisação.
O TROVADORISMO NA CONTEMPORANEIDADE (dias atuais)
É comum na música atual, a temática das cantigas medievais trovadorescas, principalmente a cantiga de amor,  visível nas músicas sertanejas; e as de maldizer e de escárnio nas letras e melodias de alguns ritmos atuais como o funk.


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