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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

UFPR/16 A ULTIMA QUIMERA

Olá, terceiranistas.
Estudos sobre as 10 obras UFPR/16

A ÚLTIMA QUIMERA
Análise: Professora Maria Lúcia Carneiro


Autora: ANA MARIA DE NÓBREGA MIRANDA
VIDA: Poetisa e romancista. 
Nasceu a 19/08/1951 - Local : Fortaleza/CE.

Foi atriz de 1971 a 1979 (A Faca e o Rio)
“A Literatura permeia tudo”. (Ana Miranda)
OBRA:
Romances históricos: A  ficção associada à pesquisa documental:
Boca do Inferno: 1989 ( vida de Gregório de Matos)
A Última Quimera: 1995 (vida de Augusto dos Anjos)
Dias e Dias (vida de Gonçalves Dias)
Semíramis (vida de José de Alencar)

OUTRAS PRODUÇÕES
Poesia:
Anjos e Demônios, 1979;
Celebrações do Outro, 1983;
Prece a uma Aldeia, 2004.

Romances:
Boca do Inferno, 1989;
O Retrato do Rei, 1991;
Sem Pecado, 1993;
A Última Quimera , 1995;
Clarice Lispector, o Tesouro de Minha Cidade , 1996;
Desmundo, 1996;
Amrik - 1997;
Dias & Dias, 2002;
Yuxin, 2009,
Semíramis, 2014.
 
Conto: Noturnos, 1999.

Crônica: Deus-Dará, 2003; Diário e memória, Cadernos de Sonhos – 2000; Flor do Cerrado - Brasília,  2004.

Infanto-juvenil:
Lig e o Gato de Rabo Complicado, 2005; Tomie, Cerejeiras na Noite,  2006; Mig - O Descobridor, 2007, Mig  - O Sentimental, 2010.

Novela: O peso da luz, Einstein no Ceará, 2013.

AUGUSTO DOS ANJOS
AUGUSTO DE CARVALHO RODRIGUES DOS ANJOS
Nascimento: 20/04/1884 – Engenho Pau D’Arco, Sapé, Paraíba.
Família: Proprietários de engenhos.
Pai: Alexandre Rodrigues dos Anjos, bacharel em Direito.
Mãe: Córdula de Carvalho Rodrigues dos Anjos, Dona Mocinha.
Engenho Pau D’Arco: Decadência, realidade da estrutura latifundiária que é substituída pelas grandes usinas nos primeiros anos do século XX.
1900: Compõe o  1º soneto: Saudade.
1907: forma-se  Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, 1907.
Profissão que adotou: Professor de Português e Literatura Brasileira.
1908: Nomeado professor no Liceu Paraibano, mas em 1910 é afastado do cargo por desentendimento como governador.
1910: Casa-se com Esther Fialho, ano em que vai para o RJ.
1910: Muda-se para o RJ, onde dedica-se ao magistério.
1912: Publica a única obra: “EU”. (edições posteriores: Órris Soares (1884/1964, biógrafo e amigo)
1913: Muda-se para Leopoldina/MG, onde se torna diretor do Grupo Escolar.
1914: morre vítima de pneumonia aos 30 anos,  em Leopoldina, MG, em 12/11/1914.

A OBRA 
Romance histórico-biográfico: Ficção da fusão entre história e literatura.
Fonte biográfica: Cartas entre D. Mocinha e AA.
Fonte histórica: Brasil entre 1910 e 1914:
A influência de Paris e dos franceses na vida social e econômica dos brasileiros.
Fonte literária: do Romantismo ao Simbolismo: a influência francesa na obras brasileiras.
Análise filosofica: A influência de Spencer, Haeckel, Budismo, Positivismo, Darwinismo. 
Análise sociológica: O Leitmotiv: o que impulsiona e determina a desigualdade social, abismo entre Augusto dos Anjos e a elite literária, política e econômica; o que o impede de participar da sociedade? A condição econômica, a condição de migrante, o determinismo, o quê?

Perfil de Augusto apresentado pelo narrador na obra:
Ceticismo, pessimismo,  solidão, desprezo social:
"Não sou capaz de amar mulher alguma,
 Nem há mulher talvez capaz de amar-me".

Eu: Obra Pré-Modernista: Obsessão pela morte,  vocabulário grotesco,  cientificismo, deterioração da carne pelos vermes.

Discurso do melancólico ao  absurdo:
Psicologia de um vencido
 "Eu, filho do carbono e do amoníaco
 Monstro da escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco".

 A vida e suas facetas, para o poeta que aspira à morte e à anulação de sua pessoa, reduzem-se a combinações de elementos químicos, forças obscuras, fatalidades de leis físicas e biológicas, decomposições de moléculas. Tal materialismo, longe de aplacar sua angústia, sedimentou-lhe o amargo pessimismo:

"Ai! Um urubu pousou na minha sorte"
 "Tome, doutor, essa tesoura e corte
 Minha singularíssima pessoa”
 Ao asco de volúpia e à inapetência para o prazer contrapõe-se porém um veemente desejo de conhecer outros mundos, outras plagas, onde a força dos instintos não cerceie os voos da alma:
"Quero, arrancado das prisões carnais,
 Viver na luz dos astros imortais”.
Métrica: é rígida, cadência musical, aliterações e rimas preciosas.
 dos versos fundiram-se ao esdrúxulo vocabulário extraído da área científica para fazer do "Eu”.

O NARRADOR
    1ª pessoa: Onisciente: amigo de infância de A.A. Situa a narrativa num espaço e num tempo.
  “ Na  madrugada da morte (...)
  “ Sei das atribulações de Augusto atrás de um trabalho no RJ. Sua partida da Paraíba, “madrasta monstruosa enxotadora de seus filhos”. (pag. 112)
    Cartas de Córdula, dona Mocinha, mãe de Augusto.
     Discurso: alterna passado e presente: quebra temporal
     Esther: único amor do narrador
     Mulheres: Esther, Irene, Camila, Marion e outras. (boêmio)

Atenção: O narrador, embora amigo de infância de Augusto dos Anjos, é um ser ficcional, portanto, suas ações, impressões e pensamentos sobre o amigo são de cunho duvidoso tendo em vista em muitos momentos a possibilidade do leitor de constatar a falta de fidelidade em relação à vida de Augusto dos Anjos. Observe a descrição de Esther, a forma como descreve Olavo Bilac, o conflito entre Bilac e Raul Pompeia, o discurso sobre a vida de Augusto dos Anjos no Rio de Janeiro em relação às condições de moradia em que o amigo vivia e uma série de outras implicações que carregam o discurso do narrador.


O ESPAÇO NA A OBRA

  PARAÍBA (nascimento de Augusto dos Anjos)
  RIO DE JANEIRO (a sereia falaciosa, onde Augusto dos Anjos vive precariamente)
  MINAS GERAIS (morte de Augusto dos Anjos)
  PARIS (espaço visitado pelo narrador onde ele encontra Olavo Bilac)

A PARAÍBA
SAPÉ/PB: 


Cidade provinciana onde nasceu A.A. Município brasileiro do estado da Paraíba localizado na microrregião de Sapé. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2010 sua população era estimada em 50.151 habitantes sendo o décimo mais populoso do estado e o mais populoso de sua microrregião. Está a 55 km de João Pessoa e a 75 km de Campina Grande. Área territorial de 316 km². É também conhecida como a cidade do abacaxi, por ser um exportador do produto na região, é também a terra do grande poeta Augusto dos Anjos, que nesse século foi nomeado o paraibano do século, pela rede de televisão "TV Cabo Branco".

HISTÓRIA DA CIDADE
Sapé foi fundada em 1883, com o surgimento da estação ferroviária Great Western. O povoado que surgira à margens da pequena estação, desenvolvia-se, alcançando em 01 de dezembro de 1925 a sua emancipação política.
Berço de grandes personalidades, a cidade se destacou na política, nas artes, na economia e nos grandes movimentos sociais, notadamente na atuação das Ligas Camponesas.
Nas letras, tem no poeta Augusto dos Anjos seu maior ícone. Autor de única obra intitulada Eu, Augusto é detentor de um estilo suii generis, o que o tornou conhecido e admirado em todo o mundo.




ENGENHO DE PAU D’ARCO: A crise econômica faz a família vender o Engenho de Pau D’Arco, palco da infância e juventude de A.A.  Local onde passa a infância e a juventude e onde casa-se com Esther.   Sai de Pau D’Arco para o RJ após conflito com o presidente da Província: João Machado, a quem se obrigada a pedir demissão do cargo.

O RIO DE JANEIRO
1910: Campanha Presidencial entre Rui Barbosa (propôs a revisão constitucional de 1991), e Marechal Hermes (manutenção da mesma);
  “A escolha e a votação não dependem, grande parte das vezes, do candidato nem do eleitorado: os chefes políticos indicam seus preferidos, havendo casos em que os Estados pequenos são obrigados a ceder vagas para candidatos que têm a simpatia do governo federal. (a República Velha, Carone, 1978 , p. 299)
  Conflitos marcados por greves e imigração.
  A REVOLTA DA CHIBATA
  Governo de Hermes da Fonseca. A Revolta foi um movimento dos marinheiros contra os oficiais que faziam uso de castigos físicos às faltas graves.

ANÁLISE DA OBRA: 5 Partes
(Prof.ª Maria Lúcia Carneiro)

PARTE 1
RJ, 12 de Novembro de 1914

A Plenitude da Existência : 1 a 14 - Pag. 11 a 38 – O narrador situa o leitor no momento em que lamenta a morte de Augusto dos Anjos e em seguida encontra Olavo Bilac, a quem conta sobre a morte do amigo. 
Olavo Bilac dá a impressão de desconhecer quem seria Augusto dos Anjos ainda que o narrador declame o poema Versos Íntimos, diante do qual, Bilac diz: "Se quem morreu foi quem escreveu este poema, então o mundo não perdeu muita coisa".
Triste, o narrador passa a recordar do amigo, sentado em um banco do Passeio Público, espaço de lazer do povo carioca. 
Ao observar um pássaro caído ao chão, o narrador lembra de Augusto e transporta o leitor para outro espaço: A casa de Augusto e Esther.
Esther passa a ser, a partir daí, presença constante na memória do narrador.
O narrador compara Bilac e A.A. Bilac: poeta consagrado, figura símbolo da poesia elitista, enaltecido e adorado por ele, reconhecimento almejado por A.A., poeta desprezado, a quem a hipocrisia social desprezou. Bilac nega conhecer Augusto; as cartas de D. Mocinha; lembrança da infância; a morte do filho de AA; os costumes do RJ da época; interesse por Esther; a miséria de AA; RJ (exílio de AA); “A sereia falaciosa: Sem antes deixar claro ao leitor a vida precária que perseguiu Augusto dos Anjos, descrevendo os ambientes decadentes em que viveu o poeta no Rio de Janeiro, o narrador cita uma fala de Augusto sobre o RJ dizendo que a cidade "é uma espécie de sereia falaciosa",  pródiga unicamente em sonoridades traidoras para os que vêm aqui pela primeira vez” pag. 33)

Eu: 1 a 8 – pag. 41 a 56 - A crítica à obra “EU”; os simbolistas apoiam AA; o narrador desiste de queimar seus poemas; recordações de Esther; a obra não dá lucro; OB reaparece, se desculpa e reavalia sua opinião (reconhecimento) “Que injustiça, um poeta como ele morrer tendo escrito somente um livro!”. 8. A alma de AA  (sombra densa) e a de OB (luminosa)

A Luz Lasciva do Luar: 1 a 14 – pag. 59 a 81 - O narrador retoma o lugar de início, o Passeio Público, agora está diante do pássaro morto que o faz lembrar novamente do amigo morto e de sua decadência social e literária. Faz uso da contradição ao comparar as vidas de Bilac e Augusto: A estrela é metáfora para a ascensão social e literária de Bilac, a quem liga a Paris e aos franceses.
O pássaro morto é metáfora para a decadência social e literária de Augusto dos Anjos.
Narra o duelo entre Bilac e Raul Pompéia; a difamação de Bilac (incesto). O narrador atribui o suicídio de Raul ao duelo que não houve. 
Descreve o impasse entre a Monarquia e a RepúblicaxDitadura, conflito em que se viu implicado o poeta Olavo Bilac. (Bilac é preso).
A desconstrução da arte de Bilac (sofre de necrofilia), momento em que o narrador questiona se não seria AA tão poeta quanto Bilac?. O automóvel, momento em que o narrador descreve o início da indústria automobilística no país e o sistema de transporte no RJ da época.

A Triste Dama das Camélias: 1 a 10 – pag. 85 a 103 (Intertextualidade)
A compra do automóvel.

A máscara do narrador em relação a Camila, mulher com quem vive.
Ao se despedir de Camila, é transparente o sentimento falso que mantém o relacionamento.
Diante da viagem próxima do narrador, Camila chora, evidentemente porque lhe aflige o ciúme.
O narrador deixa transparecer sua índole: "O que é a mentira senão a verdade na qual acreditamos"? (enganar as mulheres. É claro o egoísmo do narrador  ao abandonar Camila para ir ao velório e enterro de AA: “Quando piso o último degrau, meu corpo perde o peso, quase flutua”.
O narrador e Camila; o ciúme que ela tem de Esther.
Aparece ainda, a vida de Rui Barbosa (o elitismo, as festas).


O Morcego Tísico: 1 a 17 – pag. 107 a 137- A descrição da miséria de  AA; o narrador pensa em libertá-lo, assassinando-o. (O Anjo torto:Predestinação?).
A tríade Parnasiana: Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto Oliveira.
A lembrança  do amigo AA  “Sinto que Augusto não morreu completamente”.
AA: o erudito sem oportunidade; a Paraíba (Madrasta monstruosa que enxota seus filhos: a migração).
Os costumes do RJ; a violência política do local; compara a metrópole à Província, onde o magistério e a política davam prestígio; por que ninguém ajuda AA?A introspecção de AA.
A Revolta da Chibata; a disputa entre Hermes e Rui Barbosa.
  

PARTE 2

A VIAGEM
O Terror como leitmotiv: 1 a 6 – pag. 143 a 151 – Leitmotiv: o motivo, o que impulsiona os fatos: A  viagem de trem  a Leopoldina: a desigualdade  entre as classes; o narrador vai de 1ª classe;  4ª. Classe: camponeses; encontra Francisca, irmã de Augusto,  disfarça, porque ela ainda não sabe da morte dele; foge. Pensa em Camila e  em Acácio, com quem sonha, misantropo irmão de d. Mocinha.

Uma Simplicidade Campesina: 1 a 10 – pag. 155 a 172
Depara-se com Francisca, a irmã de AA  no trem, única mulher, já que Juliana morreu ao nascer : Representa a mulher da vida doméstica cuja única função é servir.  “Francisca e Augusto dormiam juntos (...) pag. 160. (incesto?) . Narrador “Eu não sabia ainda o que era o amor, como poderia suspeitar de que os irmãos se amassem de maneira incestuosa?  4. Pag. 160
“Diziam que Augusto se apaixonara por uma empregada do engenho (Dona Mocinha descobre, manda dar uma surra na moça que estava grávida, aborta e morre. 5. pag. 162.
8. Francisca a firma ao narrador que suspeitar que Esther casou-se grávida. (pag. 168)
O narrador  expressa o que ele e Augusto pensavam das mulheres: “Estonteantes belezas, miniaturas de deusas gregas, sílfides,  (...) mesmo as moças feias. (...) Toda mulher é bonita. Pag. 169. 9. “Pobre Augusto, era profundíssimamente hipocondríaco (...)”. Pag. 170.

PARTE 3
LEOPOLDINA, MG
Lagarta Negra: 1 a 11 – pag. 177 a 195
A chegada na estação de Leopoldina; o desmaio de Francisca; a descrição de Leopoldina como  cidade provinciana “fico imaginando por que motivo os moradores
daqui se preocuparam em cercar a cidade”. 2. pag. 179. “Embora haja aqui uma estação de trem, não deve acontecer nada demais surpreendente que a chegada e
um poeta raquítico ou o desmaio de uma mulher  na gare”. Pag. 180. O reconhecimento de Augusto por Leopoldina “ Augusto me escreveu, um dia, que não
era necessário nem mesmo anotar no envelope das minhas cartas o seu endereço, pois todos o conheciam na cidade”. Pag. 183. 5. O caixão: “A longa lagarta negra
feita de pessoas aparece aos poucos”. Pag. 184; a descrição das mulheres durante a caminhada fúnebre “São as prostituas da  cidade”; Augusto escreveu um
poema para as meretrizes”. “O sexo não combina com ele (...) pag. 186.  Cita “Versos a um coveiro”. Pag. 187. 0. O epitáfio “Poeta paraibano”, pedido de Augusto.
 pag. 192.

Ester em Negro: 1 a 13 – pag. 199 a 217 – Desvendando Irene, o narrador confessa amar Esther. Pag. 208. Filosofia: o sofrimento humano. ‘.“Toda a vida é
dolorosa. Pag. 199. 2. Qual é o princípio da vida? Para AA era a interpenetração de substância e imaterialidade, forças opostas e inimigas. (...) O ideal da virtude era
 a purificação.  “Disse Augusto um dia que seu maior prazer, seu maior Nirvana, seria trocar sua forma humana pela imortalidade das ideias”. “As fórmulas do
intelecto humano eram inadequadas para expressas a paradoxal verdade, acima da nossa compreensão”. Pag. 201. “Tudo  existe e se desvanece”. “O que sabemos
 do mundo é fruto da nossa visão distorcida”. Pag. 201. A modesta residência em  MG; o sofrimento de Esther; a visão dos exemplares de “EU”, mofados em um
caixote.  9. Pela fala de Rômulo, o narrador leva o leitor a crer que a ida de AA para Leopoldina é uma vontade de Esther. 10. Rômulo fala da violência do RJ “O Rio
 precisa de uma polícia enérgica, meticulosa, que refreie um pouco o espírito lamentável de certos cavalheiros na avenida  Rio Branco. Pag. 212.  Conversa sobre o
início da  1ª. Guerra mundial. Pag. 213. 13. O narrador sonha com o fantasma de AA. Pag. 217.

A Lua Provinciana: 1 a 4 – pag. 221 a 227 -  O sonho com o fantasma de Augusto.

Os Tristes Vidros Violeta: 1 a 6 – pag. 231 a 239 - Aparece o religioso que fez o sermão no enterro de AA: Fala ao narrador sobre os turcos:  “Esses aí se matam de
trabalhar” A ternura do padre por AA. Pag. 236.

O Rosto da Morte: 1 a 6 – pag. 243 a 252 -  A conversa do narrador com Esther após a morte de AA.

Um Urubu Pousou na Minha Sorte: 1 a 10 – pag. 255 a 271 –  (Intertextualidade Edgar Allan Poe)

O   professor do ginásio Leopoldinense e o narrador: disputa pelo amor de Esther. O que é Parnasianismo? Pag. 261. “O senhor Bilac é um poeta decadente”, diz o
 professor. O  poeta parnasiano emprega as palavras apenas porque não tem o que fazer com elas. “O que há é uma febre de perfeição, a sagrada batalha da forma
 a serviço da ideia e da concepção”, diz o narrador ao professor. Pag . 261. Citação de Cruz e Souza, poeta simbolista. Pag. 262. “A poesia de AA não é simbolista,
 nem cientificista, nem da morte; é ele, integralmente, na nudez de sua sinceridade existencial (...) pag. 263. Crítica do narrador às Escolas Literárias “Os que se
 filiam às escolas são mentirosos (...)”. A certeza do narrador de que vai reconquistar
Esther. 9. O reencontro com Marion,.

Trailler do filme The Raven, com John Cusack, inspirado na obra O Corvo de Edgar Alan Poe. Imperdível!


 Et perdez-vous encore Le temps avec des femmes?: 1 a 5 – pag. 275 a 28 -  2. A vida boêmia  do narrador. “Sempre amei as mulheres e o álcool”. Pag.277.
4. O narrador, após o reencontro com Marion, que diz sobre Camila ser apaixonada por ele,  sente remorso. A redenção do narrador e a volta para o RJ.

PARTE 4
DE VOLTA AO RIO DE JANEIRO
Marca de Fogo: 1 a 7 – pag. 287 a 299
Novamente a visão do narrador sobre Rui Barbosa: “ “Os sofrimentos morais condizem perfeitamente com sua fisionomia grave, de homem coberto de responsabilidade, de um extremo instinto patriótico”. Pag. 290.; o reencontro com Camila, tísica. “Destruíram a única foto de Esther e, todos os poemas que escrevi em minha vida”. Pag. 299.

Um Mundo Infinito: 1 a 2 – pag. 303 a 306
O narrador faz uma crítica a Bilac: “Acredita que somente por meio do serviço obrigatório se poderá alfabetizar os jovens brasileiros. Não é preciso pensar mito para ver que os motivos devem ser outros; fosse apenas o problema da erradicação do analfabetismo, o serviço militar deveria ser obrigatório para os analfabetos”. Pag. 304.
“Todos aqueles que foram idolatrados, um dia serão odiados. (...) Depois de morto, Bilac passará por alguns anos de esquecimento (...) Mas mesmo que sua poesia mostre ter sido lograda, ele e seus amigos terão revolucionado o mundo literário brasileiro. Antes de Bilac, ser poeta ou romancista era algo vergonhoso. (...)  Não havia homens de letras no Brasil. Os intrépidos boêmios da rua do Ouvidor não apenas levaram adiante a roda literária brasileira, dos românticos aos simbolistas, passando pelos parnasianos, como também amadureceram a figura do escritor e a nossa nacionalidade. pag. 305/306.

PARTE 5
EPÍLOGO
A Roda da Vida: 1 a 8 – pag. 311 a 323
A demolição do sobrado onde morou AA no RJ.
“O velho sobrado da praça do cais Mauá está sendo demolido” (...) O passado precisa virar pó (...) “.  O narrador lamenta o descaso da cidade para com o poeta AA “ “Nem mesmo fizeram um busto para ele nas praças da Paraíba (...)”. Pag. 312.
O narrador descreve o êxodo da população do centro do RJ para as favelas e a desigualdade social.
“Na verdade, o que estão fazendo no centro da cidade é demolir casas de gente pobre para construírem palácios ou edifícios públicos”. Pag. 313.
A reedição da obra de AA. A vitória de Augusto após a morte. “Torna-se o mais espantoso sucesso de livraria dos últimos tempos”! “Augusto venceu, mas não pode saber disso, é tarde demais”. Pag. 314.
4. O narrador fala das dificuldades de Esher após a morte do marido e do casamento dela com o professor: “Uma mulher tem o direito de recomeçar a vida”. Pag. 315.
5. O narrador  volta a viver com  Camila, torna-se poeta como AA e publica suas obras, mas há momentos em que fica melancólico e fita , no porão da cada, a imagem de Esther pintada pelo artista do trilho de trem. Pag. 317.
6. A morte de Bilac: 4 anos depois da morte de Augusto.  O narrador descreve o momento do velório de Bilac: “Estavam lá todos o grandes da Literatura (...)”. O que deixa clara de novo a desigualdade entre OB e AA em cujo velório estavam presentes, em sua maior parte, amigos  íntimos e familiares.
8. O retorno:  A releitura: o narrador, assim como ocorreu no início entre ele e Bilac, encontra uma admiradora que depois de falar sobre AA, lhe pede um autógrafo. Pag. 322.




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