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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

PONTUAÇAO E SINTAXE

Olá, terceiranistas!
Reforço!
Procure elaborar orações na ordem direta: Sujeito + verbo + complemento - observe a concordância entre o sujeito e o verbo, depois verifique o verbo quanto à regência, ou seja, se ele exige o uso da preposição ou não!

Segue uso da pontuação e sintaxe!



                                      PONTUAÇÃO

    

     Os  sinais  de  pontuação    usados  na  língua  portuguesa  são:

Ponto ( . )              

Vírgula ( , )             

Ponto  e  vírgula ( ; )            

Dois  pontos ( : )

Aspas  ( “ “ )           

Travessão  ( _ )     

Parênteses  (  )                     

Reticências ( ... )

Ponto  de  interrogação ( ? )                  

Ponto  de  exclamação ( ! )   

                                    

                            I-  USO  DA   VÍRGULA

       

 A)  NÃO  SE  USA  VÍRGULA  DENTRO  DA  ORAÇÃO



1)Entre  o  SUJEITO    e  o  VERBO.  Ex.:  Os  alunos  chegaram  cedo.

                                                                               sujeito         verbo

2)Entre  o  VERBO  e  os  OBJETOS.  Ex.: Eles  venderam  a  sua  moto.

                                                                                           verbo      objeto  direto

3)Entre  o  NOME    e  seu  COMPLEMENTO  ou  ADJUNTO.

   Ex.:  Ele  tem  necessidade  de  ajuda.              O  copo  de  vidro   quebrou-se.

                               nome         complemento              nome   adjunto

4)Entre  o  VERBO  DE  LIGAÇÃO   e  o   PREDICATIVO.

   Ex.:  A  criança   estava   triste.

                               verbo    predicativo

OBSERVAÇÃO:  Se  aparecer  algum  outro  elemento  (conjunção,  adjunto  adverbial...)  entre  estes  termos  acima,  isole-o  com  vírgulas.

Ex.:  A  menina,  porém,  não  aceitou.           O  rapaz  comprou,  ontem,  uma  moto.

            sujeito    conjunção       verbo                               verbo      adjunto   objeto  direto

                                  

         B) USA-SE  VÍRGULA  DENTRO  DA  ORAÇÃO

1)Separando  VOCATIVO.

   Ex.:  Venha  cá,  menino.



2)Separando  APOSTO.

   Ex.:  Amanhã,  sábado,  haverá  jogo.



3)Separando  ADJUNTO  ADVERBIAL deslocado.

   Ex.: Na  semana  passada,  ele  viajou.



4)Separando PALAVRAS  DA  MESMA  FUNÇÃO.

   Ex.:  Eu,  João,  seu  pai  e  um  amigo  viajamos  juntos  ontem.



5)Separando  CONJUNÇÕES  COORDENATIVAS  fora  do  lugar.

   Ex.:  Maria,  porém,  não  veio



6)Indicando  ELIPSE  de  verbo.

   Ex.:  Ela  se  chama  Maria;  a  irmã,  Lúcia.  

7)Nas  DATAS.

   Ex.:  Santiago,  24  de  maio...



8)Nos  ENDEREÇOS.

   Ex.:  Rua  Getúlio  Vargas,  905.



9)Separando  OBJETOS  DIRETOS  ou  INDIRETOS    pleonásticos.

   Ex.: Aqueles  livros,  eu  não  os  vi.



10)Separando  PREDICATIVOS  deslocados.

     Ex.:  O  menino,  triste,  caminhava.



11)Separando  expressões  de  RETIFICAÇÃO  ou  de  EXPLICAÇÃO.

     Ex.: Este  caso,  por  exemplo,  é  muito raro.



                   II-USO  DE  OUTROS  SINAIS  DE  PONTUAÇÃO

1) PONTO       

    * Para  terminar  períodos.  Ex.:  Cheguei,  vi  e  venci.

    * Para  abreviar.  Ex.: V.  Sª.  Está  de  parabéns.



2)DOIS PONTOS

   * Para  indicar  citações.  Ex.:  Disse  Rui  Barbosa: “Não  há justiça  sem Deus.”

   * Para  indicar  numeração.  Ex.:  Ele  queria  duas  coisas:  amor  e  dinheiro.



3)PONTO   E VÍRGULA           

   * Para  separar  orações  ou  termos  coordenados  extensos. 

Ex.:   O  corpo  é   sombra,  é  transitório  e  vai-se;  a  alma  é luz,  é  permanente  e  fica.



4)PONTO    DE INTERROGAÇÃO       

* No  fim  de  uma  pergunta  direta.  Ex.:  Até  quando,  garoto,  abusarás  da    

   nossa  paciência?



5)PONTO    DE  EXCLAMAÇÃO          

   * Nas  interjeições,  expressões  ou  frases  que  indiquem  sentimentos.

     Ex.:  “Oh!  Que  saudades  que  eu  tenho / Da  aurora  da  minha  vida!”



6)ASPAS         

   * Para  indicar  citações.

Ex.:”Não  julgueis  para  não  serdes  julgados.”

   * Em  palavras  de  sentido  pejorativo.

Ex.: Eu  sei  que  ele  é  “inteligente.”

   * Em  gíria  inevitável.

Ex.:  Os  garotos  disputa vem  uma  renhida “pelada”.

   * Em  palavras  estrangeiras. 

Ex:  Ele  é  um  “workaholic.”



7)TRAVESSÃO

    * Para  indicar  fala  dos  interlocutores  num  diálogo.

Ex.: “ -  Por  que  sujas    a  água  que  eu  bebo  -  disse  o  lobo  ao  cordeiro.”

    * Para  indicar  trajetos. 

Ex.:  Estrada  Belém – Brasília.

    * Para  dar  ênfase  a  termos  explicativos.

Ex.: Uma  palavra – LIBERDADE –  diz  tudo.



8)RETICÊNCIAS          

   * Para  indicar  continuação  do  pensamento.

 Ex.:  Água  mole  em  pedra 

   dura...



9)PARÊNTESES         

   * Para  separar  palavras,  expressões  ou  orações  explicativas  alheias  à 

     frase. Ex.: Esse  movimento  (o  que  havíamos  estudado)  causou  grandes 

     preocupações.

                                   SINTAXE   DE   COLOCAÇÃO



Trata  da  colocação  ou  disposição  dos  termos  dentro  da  oração  e  das  orações  

dentro  dos  períodos. 
             

São  duas  as  ordens  que  podem  determinar  a  construção  da  frase: 

a  ordem direta e a direta



I-ORDEM  DIRETA 

A) Na  ordem  direta  segue-se   uma  ordem  predeterminada:
          Sujeito  +  verbo  +  complementos  ou  adjuntos.
         
Ex  :  Uma  saudade  enorme    atraía    minha  atenção     para  o  mar.
                                   
sujeito                verbo     obj. direto          adj. dverbial



B)Na  ordem indireta,  alteramos  essa  disposiço,  colocando  o  verbo  antes  do  sujeito,  os complementos   ou  adjuntos  antes  do  verbo,  etc.
         
Ex.: Para o mar,   atraia    minha   atenção   uma  saudade  enorme.
               adj. adverbial   verbo      objeto direto               sujeito



Os  fatores  que  podem  determinar  a   colocação  dos  termos  ora  numa,  ora   noutra ordem,   podem  ser  vários:  ênfase, eufonia, ritmo, equilíbrio, afetividade, clareza  da  expressão...

 1. Colocação  dos  Adjetivos
             1)Os  adjetivos  deveriam  vir  sempre depois  do  substantivo,  mas  há   alguns  que ficam   melhor  se  usados  somente  antes  ou  depois  do  substantivo.   Ex.: mero acaso, mão  direita, roupa  clara...

             2)Há   adjetivos  que,  trocados  para  a  frente  do  substantivo,  alteram  o  seu  sentido. Ex.:  homem pobre/pobre  homem, pessoa  grandej/grande pessoa, bela pessoa/pessoa bela...
        

 2 . Posposição  do  Sujeito
       
Normalmente  o  sujeito  vem  antes  do  verbo,  mas  é  usado  posposto  a  ele  em  casos   como:
      

 1)Orações   reduzidas  de  particípio   ou  gerúndio.
            Ex.: Acabado  o  almoço,  todos  saíram.
                   Caindo  o  sol,  a  costureira  encerrou   seu  trabalho.
       

 2)Orações  interrogativas  iniciadas  por  pronomes  ou  advérbios  interrogativos  que  não  sejam  o sujeito.

Ex.:  Donde  vinham  aqueles homens?   Quem  sou  eu  para  tal?
         

3)Orações   optativas  ou  imprecativas.
Ex.: Queira  Deus  que  não  te  enganes.   Morra  o  anarquista!
         

4)Em  frases  exclamativas  e  imperativas.  Ex. : Como   é  bela  esta  paisagem!   Ouçam  todos  a   solução.

          

5)Voz  passiva  pronominal.
                Ex.: Vende-se  uma  casa.    Alugam-se   apartamentos.

3 . Antecipação  de  outros  termos

         Às   vezes  podemos  antecipar  outros  termos  da oração  que  desejamos  pôr  em evidência.  Eis  alguns  casos  mais  usados:
             1)Objeto direto:      Animal   mais  inútil  eu  nunca  vi.
             2)Objeto indireto:     De  música  todo  mundo  gosta.

             3)Predicativo do sujeito  ou  do  objeto:  Impossível  seria  permanecer  calado.
             4)Adjunto  adverbial:  Naquele  lugar,  todos  estudam  muito.

4. Colocação  das  orações  subordinadas

              1)As  orações   subordinadas  substantivas  normalmente  vêm  após  a  principal.
                 Ex.:   É  necessário  que  venhas.  Ele  disse  que  não  viria.
              2)As   orações  subordinadas  adjetivas  vêm  após  o  substantivo  ou  pronome  à  que se  referem.
                   Ex.:  Ele  vendeu  o  carro  que  recebeu  no  concurso.

              3)As  orações  subordinadas  adverbiais  são  as  que  mais  oferecem  variação,  podendo  vir antes,  no  meio  ou  depois  da  oração  subordinada.
                   Ex.:   Se   o  tempo  não  mudar,  não  iremos.
                            Ele  viu,   antes  que  o  chanassem,  o  que  estava  acontecendo.                                                                                 

                            A  menina   estava  no  pátio,  quando   eu  cheguei.     

Observação: As orações subordinadas adverbiais comparativas e consecutivas sempre vêm após a principal, devido ao tipo de conjunção que as ligam.



II-COLOCAÇÃO   PRONOMINAL

     Trata  da  colocação  nas  frases  dos  pronomes  pessoais   oblíquos  ME,  TE,  SE,  O,  A,  OOS,  AS,  LHE,  LHES,  NOS,  VOS  que  podem  aparecer  em:
               •  PRÓCLISE   (antes do verbo):  Nada  se  perdeu.
               •  ÊNCLISE   (depois do verbo):  Perdeu-se  o  rumo.
               •  MESÓCLISE  (no  meio  do  verbo):  Perder-se-ão   os  rumos.

    * CASOS   DE   OCORRÊNCIA   DA   PRÓCLISE:  a)Orações  optativas   (que  exprimem  desejo):
             Ex. : Deus  te  proteja.  Bons  ventos  te   levem.
         

 b)Gerúndio  precedido  de  EM (o  pronome  fica  entre  o  verbo  e  a  preposição).
              Ex.:  Em  se  tratando  disso,  eu  concordo.
         

c) Por  atração  de  algumas  classes  de  palavras:
               * Palavras  negativas (não,  nunca,  jamais...):
  Não  lhe  diga  nada.  Jamais  o  contrarie.          

               * Pronomes  indefinidos (algum,  nenhum,  ninguém): Ninguém  nos  convencerá.
               * Pronomes  demonstrativos  (este, esse., aquele...): Isto  o  convencerá.
               * Pronomes  relativos (que,  quem, qual, cujo...):  Ex.: Achei  o  que  me  pediste.
               * Advérbios  não  virgulados: Ex.:  Aqui  se  resolvem  todos  os  problemas. Aqui, reolvem-se  todos os problemas.
                  Observação:  Não   se  deve  usar o  pronome  oblíquo  logo  depois  da  vírgula.
              *  Conjunções  subordinativas:
                   Ex.: O  homem  produz  pouco  quando  se  alimenta  mal.
              *  Palavras  de  valor  interrogtivo  ou  exclamativo: Quem   te  disse  isso?



       * CASOS  DE  OCORRÊNCIA  DE  ÊNCLISE:

             a)Verbo  no  início  da  frase:  Comenta-se  o  fato.
            

 b)Verbo  no  Imperativo  Afirmativo:    Sentem-se  todos.
                  Observação:  Segundo  a  gramática,  não  se  inicia  frase   com  pronome  oblíquo,  embora na  linguagem   coloquial   isto  seja   comum.
            

 c)Verbo  no  gerúndio:  Modificou  a  frase,  tornando-a  ambígua.                                                                    

             d)Verbo no Infinitivo pessoal:   Corri  a  defendê-lo.

        * CASOS  DE   OCORRÊNCIA  DE  MESÓCLISE:
                   A  mesóclise   somente  ocorre  com  os  verbos  no   Futuro do Presente  ou  no Futuro  do  Pretérito  do  Indicativo,  se  não  houver  palavra que  atrai  o pronome: Convidar-me-ão  para  a  festa.  Chamar-te-ia,  se  pudesse.     Não  me  convidarão  para  a  festa..

         * CASOS   EM   QUE   É   FACULTATIVA   A   COLOCAÇÃO
               a) Sujeito  com
  verbo  logo  depois:  Isto nos interessa.     Isto   interessa-nos.
               b)Verbo no Infinitivo, seguido de  preposição:
Corri para defendê-lo. Corri  para  o  defender.
               c) Conjunções  coordenativas:
Chegarm  e  nos chamaram. Chegaram  e  chamaram-nos.

          * COLOCAÇÃO  PRONOMINAL  QUANDO  HÁ  MAIS  DE  UM  VERBO:
               a)Verbo   principal  no  infinitivo:
                   * Com   palavra  que  atraia   o  pronome:
   Não  lhe  quero  apresentar  meu  amigo.

                   * Sem   palavra  que   atraia  o  pronome:  Quero  lhe  apresentar  meu  amigo.

                                                                                                 Quero apresentar-lhe  meu  amigo.
               b) Verbo  principal  no  gerúndio:
                   
* Com  palavra  que  atraia  o  pronome:   Alguém   lhe  ia  dizendo  a  verdade.  

                   * Sem   palavra   que  atraia  o  pronome: Ia  lhe  dizendo a verdade.

                                                                                                Ia  dizendo-lhe a  verdade.
                c) Verbo  principal  no  particípio:
                  
 *  Com  palavra  que  atraia  o  pronome:  Ninguém   lhe  havia  contado  a  verda

                    *  Sem   palavra  que  atraia  o  pronome:  Havia   lhe   contado   a   verdade.
.  Observações:  Não  use  pronome  oblíquo  depois  de  verbo  no   particípio.
                               
Nas   locuções   verbais  e  tempos  compostos,  quando  se  usa  verbo  auxiliar,  pode-se   usar hífen  ou  não   depois  do  verbo.
                            Ex.: Vou-te  devolver  o  dinheiro.   Vou  te  devolver  o  dinheiro.
                                    Havia-lhe  contado  a  verdade.  Havia  lhe  contado  a  verdade



Frase, oração e período

Frase - todo enunciado de sentido completo, capaz de estabelecer comunicação. Podem ser nominais ou verbais.
Oração - enunciado que se estrutura em torno de um verbo ou locução verbal.
Período - constitui-se de uma ou mais orações. Podem ser simples ou compostos.

ATENÇÃO

No período simples, não há vírgulas entre o sujeito, o verbo ou seu complemento!

No período composto, coloque entre as orações, ou vírgula ou conjunção!

 


Sujeito


O verbo mantém relação de concordância com seu sujeito. A composição do sujeito explícito pode ser uma única palavra ou um conjunto de palavras (onde se deve determinar o núcleo ou núcleos), incluindo também as orações substantivas subjetivas.

Podem ser núcleo do sujeito: substantivo ou um equivalente dele (pronomes substantivos, numerais substantivos ou palavras substantivadas).

 


Tipos de sujeito


Os tipos de sujeito são basicamente dois, segundo Pasquale e Ulisses, determinado (simples, composto e oculto) e indeterminado (indeterminado e oração sem sujeito).
Simples - possui um núcleo.
Ex.: Maria esteve aqui / Alguém me viu / Duas vieram


Observação
o pronome oblíquo átono pode funcionar como suj. de um verbo no infinitivo. Isso ocorre quando se tem na 1ª oração um verbo causativo (deixar, mandar, fazer...) ou sensitivos (ver, ouvir, sentir...) - o chefe mandou-o trabalhar / não o vimos entrar
Composto - possui mais de um núcleo, independente de sua ordem na frase.
Ex.: João e eu visitamos a moça / Jessé ou José casará com ela? / Estão aqui o seu dinheiro e sua bolsa!


Observação
nos casos de inversão do suj. a verbos intransitivos (aparecer, chegar, correr, restar, surgir...), pode-se confundi-lo com objeto. Deve-se sempre examinar a natureza do verbo, para não se deixar enganar - apareceu, enfim, o cortejo real
Oculto, elíptico ou desinencial - determinado, mas implícito na desinência verbal (DNP) ou subentendido através de uma frase anterior. Deve-se atentar para a 3ª pessoa do plural, onde não há sujeito oculto eles ou elas e sim um caso de sujeito indeterminado.
Ex.: Vivemos felizes / "Antes de iniciar este livro, imaginei construí-lo pela divisão do trabalho" - G. Ramos / Beba esse leite, menino!
Indeterminado - quando não se pode (ou não se quer) precisar que elemento é o sujeito. Ocorre de duas maneiras: verbo na 3ª pessoa do plural, sem sujeito explícito ou 3ª pessoa do singular (exceto VTD) + SE. (Nunca lhe ofereceram emprego / Precisa-se de empregados)


Observação
a oração de suj. indeterminado com a partícula se não pode ser transformada em voz pass. analítica. Havendo essa possibilidade, a palavra se deve ser interpretada como pronome apassivador - celebrou-se a missa - a missa foi celebrada
Oração sem sujeito - o processo verbal encerra-se em si mesmo, sem atribuição a nenhum ser. Ocorre sempre com verbos impessoais nos seguintes casos: verbos que exprimem fenômenos da natureza; verbos fazer, ser, ir e estar indicando tempo cronológico ou clima (no caso do ser, também distância); verbo haver = existir ou em referência a tempo decorrido.
OBS: Eu, professora Maria Lúcia Carneiro, particularmente, penso que se o sujeito é um termo essencial da oração, não podemos considerar uma Oração Sem Sujeito, parece algo meio ilógico, eu diria que embora o sujeito não seja um ser específico, a oração tem sim um sujeito que pratica a ação do verbo!
Ex.: Choveu demais / São três anos de solidão / Há cem voluntários / Há muitos anos não o vejo / Vai para dois meses de espera.


Observação
os verbos impessoais não apresentam sujeito e devem permanecer na 3ª pessoa do singular (exceto o verbo ser, que também admite a 3ª pessoa do plural). Quando um verbo auxiliar se junta a um verbo impessoal, a impessoalidade é transmitida a ele.

Predicado

Apresenta-se em três tipos:
verbal - núcleo é um verbo significativo, nocional que traz uma idéia nova ao sujeito (transitivo ou intransitivo)
nominal - núcleo do predicado é um nome (predicativo). O verbo não é significativo, funcionando apenas como ligação entre o sujeito e o predicativo
verbo-nominal - contém dois núcleos: verbo significativo e um predicativo


Observação
Quando houver verbo de ligação, o predicado será necessariamente nominal e quando houver predicativo do objeto, o predicado será verbo-nominal sempre.
Para se classificar o predicado, torna-se indispensável o estudo dos tipos de verbos (transitivos, intransitivos e de ligação).

Predicado verbal

É formado por um verbo transitivo ou intransitivo, isto é, um verbo que não seja de ligação. Neste caso, o verbo será sempre significativo, constituindo o núcleo do predicado verbal
Ex.: Os passageiros desceram. / Comprei flores. / Comprei-lhe flores.

Predicado nominal

É formado por um verbo de ligação acrescido de um nome (substantivo, adjetivo ou pronome), dito predicativo do sujeito. O núcleo deste predicado é o predicativo, uma vez que o verbo somente estabelece ligação.
Ex.: O rapaz estava apreensivo. / Ela caiu de cama. / A mãe virou bicho naquele dia.

Predicativo

Expressa um estado ou qualidade do sujeito ou do objeto. Pode ser representado por: substantivo ou expressão substantivada, adjetivo ou locução adjetiva, pronome, numeral ou oração subordinada substantiva predicativa.
Ex.: Os filhos são frutos / Ela era chata e sem utilidade / Os próximos seremos nós / Todos eram um / O difícil era que ele viesse
O predicativo pode referir-se ao objeto, sendo mais raramente ao objeto indireto. Exprime, às vezes, a conseqüência do fato indicado pelo predicado verbal.
Ex.: Elegeram o macaco Tião governador / Todos lhe chamavam ladrão


Observação
O predicativo pode vir precedido de preposição (de, em, para, por), de locução prepositiva ou da palavra como (Ele formou-se de advogado / Considerei-o como um farsante.
Observe alguns predicativos do objeto: Todos nos julgam culpados / Considero uma verdade isso / As paixões tornam os homens cegos / Acho razoáveis suas pretensões / O maior desprazer de um homem é ver a amada triste / O governador nomeou a professora reitora / O juiz julgou o recurso improcedente.

Predicado verbo-nominal

Encerra em si mesmo uma união de predicados. Apresenta um verbo significativo (núcleo do predicado verbal) e um predicativo (núcleo do predicado nominal), portanto dois núcleos.
Ex.: Ela entrou risonha na sala. / João abaixou os olhos pensativo. / Considero inexeqüível o projeto exposto.
A regência verbal é importante para se compreender que os verbos devem ser classificados em função do contexto em que se apresentam. Há casos de verbos que aparecem com transitividades diferentes se os contextos foram trocados.
Ex.: Perdoai sempre. - intransitivo / Perdoai as ofensas - transitivo direto / Perdoai aos inimigos - transitivo indireto / Perdoai as ofensas aos inimigos. - transitivo direto e indireto


Observação
verbos transobjetivos: julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar, declarar, adotar, ter, fazer, tornar, encontrar, deixar, ver, coroar, sagrar, achar etc.





Verbos

ligação - expressam estado permanente ou transitório, mudança ou continuidade de estado, aparência de estado (ser, estar, permanecer, ficar, continuar, parecer, andar = estar). Deve-se entender que estes verbos não serão mais de ligação se não estabelecerem relação entre sujeito e seu predicativo. (Ando preocupado / Andei cem metros, Fiquei triste / Fiquei na sala, Permaneceu suspensa / Permaneceu no cargo)
intransitivo - quando a significação verbal está inteiramente contida no verbo, não necessitando de complementação.
transitivo - pedem complementos verbais para completarem a sua significação. Podem ser transitivos diretos, indiretos e diretos e indiretos, dependendo do complemento.

Complementos verbais

São termos que complementam a significação de um verbo transitivo, isto é, de sentido incompleto. Podem ser diretos ou indiretos em função de se ligarem ou não ao verbo por preposição necessária.
Completa um verbo transitivo direto sem se ligar a ele por preposição necessária. Representa-se por: substantivo, pronome substantivo, numeral, palavra ou expressão substantivada ou oração subordinada substantiva objetiva direta.
Ex.: Amava a mulher / Não direi nada / Ele deixou cinco caídos / Use aquele i
Pode indicar: o ser sobre o qual recai a ação verbal, o resultado da ação ou o conteúdo da ação.
Ex.: Castigou o filho / Construiu uma bela casa / Contestou sua reeleição

Objeto direto preposicionado

Completa o sentido de um verbo transitivo direto, com o uso de uma preposição não regida pelo verbo. Alguns casos deste emprego são indicados pela gramática:
com as formas tônicas dos pronomes pessoais - Ele conquistou a mim com sabedoria
com o pronome quem com antecedente expresso - Perdi meu pai a quem muito amava
com o nome Deus - Ame a Deus
quando se coordenam pronome pessoal átono e substantivo - Ele o esperava e aos convidados.
com verbo trans. direto usado impessoalmente + se - Aos pais ama-se com carinho
para evitar ambigüidade - "Vence o mal ao remédio" (A. Ferreira)

Objeto direto interno

Construído em cima de um pleonasmo, traz um complemento que já tem sua idéia semanticamente expressa pelo verbo (Viverei a vida intensamente. / Choramos um pranto sentido).

Objeto indireto

Complemento ligado a um verbo transitivo indireto, ligado a ele por meio de uma preposição necessária (a, mais raramente para), regida pelo verbo.
Pode ser representado por: substantivo ou expressão substantivada, pronome substantivo, numeral ou oração subordinada substantiva objetiva indireta.
Ex.: Ele divergiu do rapaz / A moça apresentou-o a elas / A mãe gostava de ambos

Objeto representado por pronome oblíquo

Os pronomes pessoais oblíquos, como foi visto no estudo da morfologia, são indicados para uso sintático de objetos.
Os pronomes o, a, os, as são utilizados para substituir o objeto direto. Já os pronomes lhe, lhes substituem o objeto indireto. Os demais pronomes oblíquos átonos (me, te, se, nos e vos) tanto podem ser empregados para substituir objeto direto quanto indireto. Neste último caso, deve-se analisar a transitividade verbal para classificar o complemento.
Ex.: Emprestei-o / O assunto interessa-lhe / Telefonou-me / Convidaram-nos
Cabe também destacar que com a utilização dos pronomes como objeto indireto a preposição não aparece, dificultando um pouco a análise.
Ex.: Comprei um presente a ela = comprei-lhe um presente

Objeto pleonástico

Recurso utilizado para chamar a atenção para o objeto, que antecede o verbo. O objeto deslocado é repetido através de um pronome pessoal átono.
Ex.: Estas obras, já as li no ano passado / Ao avarento, nada lhe satisfaz

Agente da passiva

Nas orações de voz passiva analítica, é o elemento que pratica a ação verbal, daí seu nome de agente, uma vez que o sujeito é paciente. Seu emprego na forma analítica não é obrigatório, podendo ser omitido em função de ter menor importância.
O agente da passiva vem precedido de preposição (de, per, por).
Ex.: A casa foi construída com esforço (Por quem?) / Vários exércitos foram vencidos pelos romanos

Complemento nominal

Tanto o CN como o OI vêm precedidos de preposição obrigatória, mas a palavra que rege esta preposição é diferente nos dois casos: nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) no CN e verbo no OI.
Ex.: ofensivo à honra, contrariamente aos nossos anseios, compreensão do mundo ¹ obedecer aos princípios, precisar de auxílio
Deve-se marcar que há uma relação de regência nominal envolvendo o emprego do CN, que é termo regido. Muitas vezes o nome cuja significação o CN integra tem raiz verbal (amar o trabalho - amor ao trabalho / confiar em Deus - confiança em Deus). Quando um termo preposicionado se liga a um advérbio ou adjetivo, não há dúvida de que o termo regido é um CN.
No entanto, quando um termo preposicionado liga-se a um substantivo, deve-se fazer uma análise mais criteriosa. Esse substantivo deve apresentar uma transitividade em si mesmo, para ser caracterizado como CN. São casos de substantivos ditos transitivos:
substantivo abstrato de ação, correspondente a verbo cognato que seja transitivo ou que peça complementação adverbial de circunstância
Ex.: inversão da ordem - onde o verbo de "inverter a ordem" é trans. direto / obediência aos pais - onde o verbo de "obedecer aos pais" é trans. indireto / ida a Roma - onde o verbo de "ir a Roma" pede adjunto adverbial
substantivo abstrato de qualidade, derivado de adjetivo que se possa usar transitivamente
Ex.: certeza da vitória - onde se pode construir "certo da vitória" / fidelidade aos amigos - onde se pode construir "fiel aos amigos"


Observação
se perderem o caráter abstrato, os substantivos deixam de reger CN



Adjunto adnominal

Acompanha um substantivo, núcleo de uma função sintática qualquer, procurando caracterizá-lo, determiná-lo ou individualizá-lo
O adj. adnominal pode ser expresso por: artigos, numerais ou pronomes adjetivos, adjetivos e locuções adjetivas. A um mesmo núcleo podem-se subordinar adjuntos adnominais de naturezas diferentes.
O adj. adnominal constituído de artigo ou pronomes adjetivo pode aparecer combinado ou contraído com uma preposição, que não possui função sintática.
Ex.: Naquele dia (aquele é adj. adnominal, mas em não possui função sintática)
São considerados adjuntos adnominais os pronomes oblíquos com valor possessivo (pisou-me o pé = o meu pé / tirou-nos até a roupa = até a nossa roupa). Neste caso, alguns autores divergem entendendo-o como OI.
Quando é representado por um loc. adjetiva, é comum confundir o adj. adnominal com o CN, por causa da preposição.

CN X Adj. adnominal

Adj. adnominal qualifica, especifica, enquanto CN integra a significação antecedente e nunca indica posse
CN pode referir-se a um substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio, mas o adjunto adnominal só se refere ao substantivo
CN são exigidos pela transitividade do nome a que se ligam. Um grande número de nomes que pedem complemento são substantivos abstratos derivados de verbos significativos
Ex.: Matou os mosquitos - matança de mosquitos, onde "de mosquitos" é o CN
CN é paciente ou alvo da noção expressa pelo nome (sentido passivo)
Adj. adnominal indica agente ou o possuidor da noção expressa pelo substantivo (sentido ativo), além de também poder expressar especificação. (Pegue esse prato de porcelana / Esta é a casa de Paulo)
Assim como em qualquer análise sintática, deve-se considerar o contexto frasal para este tipo de distinção. Um mesmo substantivo pode aparecer em uma frase com CN e noutra com adj. adnominal.
A invenção de palavras caracteriza a obra de Guimarães Rosa. (CN - "palavras" é paciente da ação contida no substantivo "invenção")
A invenção de Santos Dumont abriu caminho para o futuro. (Adj. adnominal - "Santos Dumont" é o agente da ação expressa pelo substantivo "invenção")
A plantação de cana enriqueceu a economia do país. (CN - pois "plantação" tem valor abstrato da ação de plantar cujo objeto/paciente é "cana")
O fogo destruiu toda a plantação de cana. (Adj. adnominal - porque "plantação" aqui é concreto, logo intransitivo)

Adjunto adverbial

Apesar poder se referir ao verbo, o adj. adverbial não é complemento verbal, mas um termo acessório que acrescenta determinada circunstância ao que se refere.
Pode ser representado por um advérbio ou uma locução adverbial, indicando alguma circunstância. Quando expresso por um advérbio, pode modificar um adjetivo ou outro advérbio. Incluem-se como adj. adverbiais também as palavras e expressões denotativas
Ex.: Costumava falar em altos brados (modo), Aonde você vai? (lugar), Ele é muito bom goleiro (intensidade), Retirou a terra com a pá (instrumento)


Observação
não confundir predicativo do sujeito com adj. adverbial de modo. Este último é invariável e se refere ao verbo, enquanto o predicativo é variável e concorda com o suj. a que se refere.

Aposto

Termo ou expressão de caráter individualizador ou de esclarecimento, que acompanha um elemento da oração, qualquer que seja a função deste.
Conforme o sentido que empresta a seu referente, pode ser analisado como:
explicativo - Mariovaldo, meu primo, esteve aqui.
enumerativo - Eis os três rapazes: José, Ruan e Sérgio
recapitulativo ou resumitivo - Os pais, os netos e as primas, todos estavam radiantes
distributivo - Matemática e Biologia são ciências, aquela exata e esta humana
aposto de oração - A resposta foi ríspida, sinal de ignorância / Foi rápido nos exercícios, fato que me surpreendeu
especificativo - O poeta Olavo Bilac / O estado de Tocantins / A serra de Teresópolis


Observação
o aposto especificativo não se confunde com adj. adnominal pois, no caso do aposto, ambos os termos designam o mesmo ser. Ex.: A cidade de Londres ¹ A neblina de Londres
Caso faça referência a OI, CN ou adj. adverbial, pode aparecer precedido de preposição.
De maneira geral, o aposto explicativo é destacado por pausas, podendo ser representadas por vírgulas, dois pontos ou travessões. Pode vir precedido de expressões explicativas do tipo: a saber, isto é, quer dizer etc.


Observação
aposto especificativo não se separa de seu referente por nenhum sinal de pontuação. Neste caso, pode o aposto vir precedido de preposição.
Cabe observar o aposto nestas proposições: Ele salvou-se do naufrágio, porém jóias, roupas, documentos, o mais naufragou com o navio / (...) porém, o mais - jóias, roupas, documentos - naufragou com o navio.


SINTAXE  DE  CONCORDÂNCIA

              
 Trata  da  harmonia  entre  as  palavras  da  frase. Pode ser:

CONCORDÂNCIA NOMINAL – Tratada harmonia entre os substantivos e as palavras que o acompanham. 

CONCORDÂNCIA  VERBAL  - Trata da harmonia entre o verbo e o seujeito.                                                       

                         I -  CONCORDÂNCIA   VERBAL

                Trata  sobre  a  concordância  entre  o  verbo  e  o   seu  sujeito.

 1)SUJEITO SIMPLES OU  COMPOSTO  CLAROS - Verbo concorda com o sujeito.

    Exemplos:  Acontecem tantas desgraças no mundo.  O viajante e o amigo seguiram sua marcha

 Observação: Se o sujeito composto estiver após o verbo, este pode concordar só com o mais próximo.

 Exemplos: Aqui reina o silêncio e a paz.



2) SUJEITO COMPOSTO DE PESSOAS DIFERENTES - Verbo no plural da pessoa que tiver  prevalência.

    Exemplos:  Meu amigo e eu fomos ao jogo.  Tu e ele partireis amanhã.



3) VOZ   PASSIVA   SINTÉTICA -  Concorda  com  o  sujeito.
    Exemplos:  Aluga-se  uma  casa.  Vendem-se  carros



4)SUJEITO  INDETERMINADO COM PRONOME  SE -  Fica   sempre  no singular.
    Exemplos:  Precisa-se  de  funcionários.  Aqui se vive muito bem.



5)UM E OUTRO - NEM  UM  NEM OUTRO - Verbo  no  plural, de  preferência.

    Exemplos:  Um  e  outro  eram  inteligentes.

                        Nem  um  nem  outro  chegaram.



6)SUJEITO PRONOME RELATIVO  QUE - Concorda  sempre  com  o  antecedente da palavra que.                                                                               

    Exemplo:  Fui  eu  que  comprei  a  casa.



7)SUJEITO PRONOME RELATIVO  QUEM - Concorda  com  o  antecedente ou vai  para  a  3ª  pessoa  do  singular.                                                                            

   Exemplos:  Fomos  nós  quem  pagamos.   Fomos  nós  quem  pagou.



8) Interrogativos   QUAL   ou  QUAIS   ou    PRONOMES INDEFINIDOS  +  DE  NÓS   ou  DE  VÓS:      

   .  Pronome  qual ou indefinido  no  singular,  o  verbo  fica  no  singular.

        Exemplos:   Qual  de  nós  irá?   Algum  de  vós  deve  ir.

   .  Pronome  qual ou indefinido no  plural,  o  verbo  vai  para  a  3ª  pessoa  do  plural  ou 
      concorda  com  o antecedente.

      Exemplos:  Quais  de  nós  irão  (iremos).   Alguns  de  vós  irão  (ireis0



9) UM  OU  OUTRO - Verbo  no  singular, se houver exclusão.

    Exemplo:  Um  ou  outro  casará com Maria.



10)UM  DOS  QUE - Verbo  no  singular  ou  plural.

      Exemplo:  Tatiana  é  uma  das  que  mais  estuda  (estudam).



11 )A  MAIOR  PARTE  DE  - UMA  PORÇÃO  DE  - CERCA  DE:

       Especificativo  no  plural  =  verbo  no  plural.

       Exemplo:  Lá  a  maior  parte  das  pessoas  são  analfabetas.

       Especificativo  no  singular  =  verbo  no  singular.

       Exemplo:  A  maior  parte  da  população  é  analfabeta  naquele lugar.



12) PRONOMES DE TRATAMENTO - Verbo na 3ª pessoa sempre.

       Exemplo: Vossa  Senhoria agiu com moderação.



13) NOMES PRÓPRIOS NO PLURAL:

      * Com artigo antes, verbo no plural.

         Exemplo: Os Estados Unidos são um país rico.

      *  Sem artigo antes, verbo no singular.

         Exemplo:  Estados Unidos é um país  rico.



14)NÚMERO  PERCENTUAL - Concorda  com  o  numeral.

    Exemplos:  Um  por  cento  dos  alunos  reclamou.   Vinte  por  cento  dos  alunos  reclamaram.



15)HAVER (existir) - HAVER, FAZER  (tempo  passado) - FENÔMENOS  DA  NATUREZA:      

     *  Todos  são  casos  de  oração sem sujeito, portanto  o  verbo  deve  ficar  no  singular.

         Exemplos:  Havia  dez  pessoas  na  sala.   Faz  três  anos  hoje.

                            Choveu  muito  ontem.  Deve  fazer  dois  anos  que...

        Observação:  Usados  no  sentido  conotativo têm sujeito e  concordam  com  ele. 

        Exemplo:  Choveram  papéis  coloridos  sobre  nós.



16) APOSTO  RESUMITIVO - Concorda  com  o  elemento  resumidor.

      Exemplo:  Pais,  irmãos,  amigos,  ninguém  o  convencia.



17) DAR  -  BATER -  SOAR  ( horas):

      * Concorda,  se  houver  um  sujeito  claro.

         Exemplo:  Deu  oito  horas  o  relógio  da  igreja.  (sujeito)

      *  Concorda  com  o  numeral,  se  não  houver  sujeito.

         Exemplo:  Deram  oito  horas  no  relógio  da  igreja.  (Não  há  sujeito)



18)   VERBO  SER

         *  Sujeito  TUDO,   AQUILO,   ISSO -   Concorda  com  o  sujeito  ou  o  predicativo.

             Exemplo:  Tudo  é  flores.  Tudo  são  flores.

         *  Nome  de  PESSOA ou PRONOME  PESSOAL - Concorda  com  o  sujeito.

             Exemplo:  Aninha  é  só  carinhos.  Ela  é  os  mimos  da  casa.

         *  Sujeito  O  RESTO,  O  MAIS - *  Concorda  com  o  predicativo.

             Exemplo:  O  resto  eram  coisas  supérfluas.

         *  É POUCO,  É  MUITO -  Sempre  no  singular.

             Exemplo:  Três  mil  reais  é  muito  por  este  vestido                   

         *  HORAS,  DATAS - Concorda  com  o  numeral.

             Exemplos:  Eram  duas  horas  quando  saí.  Hoje  são  vinte  de abril.

            Observação:  Usando-se  a  palavra  dia,  fica  no  singular.

             Exemplo:  Hoje  é  dia  vinte  de  abril.



 19) Locução  HAJA   VISTA:

       *  Sentido  de  ATENTE-SE  ou  POR  EXEMPLO,  usa-se  no  singular. 

           Exemplo:  Haja  vista  os  ùltimos  acontecimentos...

       *  Sentido  de  VEJAM-SE,  usa-se  no  plural.

          Exemplo:  Hajam  vista  os  autos  do  processo.



20) VERBO PARECER + VERBO NO INFINITIVO:  

       * Flexiona-se o verbo parecer ou o verbo no infinitivo.

         Exemplo: As estrelas pareciam brilhar. As estrelas parecia brilharem.



21)CONCORDÂNCIA  IRREGULAR OU FIGURADA (SILEPSE):

      * Silepse de gênero: concorda-se com o gênero do sujeito a que nos referimos.

         Exemplo:  V. Sª é generoso.  Gramado é belíssima.

      * Silepse denúmero: concorda-se com a idéia de quantidade.

         Exemplo.: O pessoal lá de casa  estavam preocupados.

     * Silepse de pessoa: a pessoa que fala também se inclui no sujeito. 

        Exemplo:  Os brasileiros gostamos de futebol.


Fonte: Literatura Portuguesa

Pesquisa e Organização: Professora: Ozenir Neri Prieto


                                  

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