Reforço!
Procure elaborar orações na ordem direta: Sujeito + verbo + complemento - observe a concordância entre o sujeito e o verbo, depois verifique o verbo quanto à regência, ou seja, se ele exige o uso da preposição ou não!
Segue uso da pontuação e sintaxe!
PONTUAÇÃO
Os sinais de pontuação usados
na língua portuguesa são:
Ponto ( .
)
Vírgula (
, )
Ponto
e vírgula ( ;
)
Dois
pontos ( : )
Aspas
( “ “ )
Travessão
( _ )
Parênteses
(
)
Reticências
( ... )
Ponto
de interrogação ( ?
)
Ponto
de exclamação ( ! )
I- USO DA VÍRGULA
A) NÃO SE USA
VÍRGULA DENTRO DA ORAÇÃO
1)Entre
o SUJEITO e o VERBO. Ex.: Os
alunos chegaram cedo.
sujeito verbo
2)Entre
o VERBO e os OBJETOS. Ex.: Eles venderam a
sua moto.
verbo objeto direto
3)Entre
o NOME e seu COMPLEMENTO ou
ADJUNTO.
Ex.: Ele tem necessidade de
ajuda.
O copo de vidro quebrou-se.
nome
complemento
nome adjunto
4)Entre
o VERBO DE LIGAÇÃO e o
PREDICATIVO.
Ex.: A criança estava triste.
verbo predicativo
OBSERVAÇÃO: Se aparecer
algum outro elemento (conjunção, adjunto
adverbial...) entre estes termos acima,
isole-o com vírgulas.
Ex.:
A menina, porém, não
aceitou. O
rapaz comprou, ontem, uma moto.
sujeito conjunção
verbo
verbo
adjunto objeto direto
B) USA-SE VÍRGULA DENTRO DA
ORAÇÃO
1)Separando
VOCATIVO.
Ex.: Venha cá, menino.
2)Separando
APOSTO.
Ex.: Amanhã, sábado, haverá jogo.
3)Separando
ADJUNTO ADVERBIAL deslocado.
Ex.: Na semana passada, ele viajou.
4)Separando
PALAVRAS DA MESMA FUNÇÃO.
Ex.: Eu, João, seu pai e um amigo
viajamos juntos ontem.
5)Separando
CONJUNÇÕES COORDENATIVAS fora do lugar.
Ex.: Maria, porém, não veio
6)Indicando
ELIPSE de verbo.
Ex.: Ela se chama Maria; a irmã, Lúcia.
7)Nas
DATAS.
Ex.: Santiago, 24 de maio...
8)Nos
ENDEREÇOS.
Ex.: Rua Getúlio Vargas, 905.
9)Separando
OBJETOS DIRETOS ou INDIRETOS pleonásticos.
Ex.: Aqueles livros, eu não os vi.
10)Separando
PREDICATIVOS deslocados.
Ex.: O menino, triste, caminhava.
11)Separando
expressões de RETIFICAÇÃO ou de EXPLICAÇÃO.
Ex.: Este caso, por exemplo, é muito raro.
II-USO DE OUTROS
SINAIS DE PONTUAÇÃO
1)
PONTO
* Para terminar períodos. Ex.: Cheguei, vi
e venci.
* Para abreviar. Ex.: V. Sª. Está de
parabéns.
2)DOIS
PONTOS
* Para indicar citações. Ex.: Disse Rui
Barbosa: “Não há justiça sem Deus.”
* Para indicar numeração. Ex.: Ele queria
duas coisas: amor e dinheiro.
3)PONTO
E VÍRGULA
* Para separar orações ou termos
coordenados extensos.
Ex.:
O corpo é sombra, é transitório
e vai-se; a alma é luz, é permanente
e fica.
4)PONTO
DE INTERROGAÇÃO
*
No fim de uma pergunta direta. Ex.:
Até quando, garoto, abusarás da
nossa paciência?
5)PONTO
DE EXCLAMAÇÃO
* Nas interjeições, expressões ou frases
que indiquem sentimentos.
Ex.: “Oh! Que saudades que
eu tenho / Da aurora da minha vida!”
6)ASPAS
* Para indicar citações.
Ex.:”Não
julgueis para não serdes julgados.”
* Em palavras de sentido pejorativo.
Ex.:
Eu sei que ele é “inteligente.”
* Em gíria inevitável.
Ex.:
Os garotos disputa vem uma renhida “pelada”.
* Em palavras estrangeiras.
Ex:
Ele é um “workaholic.”
7)TRAVESSÃO
* Para indicar fala dos interlocutores num
diálogo.
Ex.: “
- Por que sujas a água
que eu bebo - disse o lobo ao
cordeiro.”
* Para indicar trajetos.
Ex.:
Estrada Belém – Brasília.
* Para dar ênfase a termos explicativos.
Ex.:
Uma palavra – LIBERDADE – diz tudo.
8)RETICÊNCIAS
* Para indicar continuação do pensamento.
Ex.: Água mole em
pedra
dura...
9)PARÊNTESES
* Para separar palavras, expressões ou
orações explicativas alheias à
frase. Ex.: Esse movimento (o que
havíamos estudado) causou grandes
preocupações.
SINTAXE
DE COLOCAÇÃO
Trata da colocação ou disposição
dos termos dentro da oração e
das orações
dentro dos períodos.
São duas as ordens que podem
determinar a construção da frase:
a ordem direta e a direta
I-ORDEM DIRETA
A) Na ordem direta segue-se
uma ordem predeterminada:
Sujeito + verbo + complementos ou adjuntos.
Ex : Uma saudade enorme atraía minha atenção para o mar.
sujeito verbo obj. direto adj. dverbial
Sujeito + verbo + complementos ou adjuntos.
Ex : Uma saudade enorme atraía minha atenção para o mar.
sujeito verbo obj. direto adj. dverbial
B)Na ordem indireta, alteramos essa
disposiço, colocando o verbo antes do
sujeito, os complementos ou adjuntos
antes do verbo, etc.
Ex.: Para o mar, atraia minha atenção uma saudade enorme.
adj. adverbial verbo objeto direto sujeito
Ex.: Para o mar, atraia minha atenção uma saudade enorme.
adj. adverbial verbo objeto direto sujeito
Os
fatores que podem determinar a
colocação dos termos ora numa, ora
noutra ordem, podem ser vários: ênfase, eufonia,
ritmo, equilíbrio, afetividade, clareza da expressão...
1. Colocação
dos Adjetivos
1)Os adjetivos deveriam vir sempre depois do substantivo, mas há alguns que ficam melhor se usados somente antes ou depois do substantivo. Ex.: mero acaso, mão direita, roupa clara...
1)Os adjetivos deveriam vir sempre depois do substantivo, mas há alguns que ficam melhor se usados somente antes ou depois do substantivo. Ex.: mero acaso, mão direita, roupa clara...
2)Há adjetivos que, trocados para
a frente do substantivo, alteram o
seu sentido. Ex.: homem pobre/pobre homem,
pessoa grandej/grande pessoa, bela pessoa/pessoa bela...
2 . Posposição do
Sujeito
Normalmente o sujeito vem antes do verbo, mas é usado posposto a ele em casos como:
Normalmente o sujeito vem antes do verbo, mas é usado posposto a ele em casos como:
1)Orações reduzidas de
particípio ou gerúndio.
Ex.: Acabado o almoço, todos saíram.
Caindo o sol, a costureira encerrou seu trabalho.
Ex.: Acabado o almoço, todos saíram.
Caindo o sol, a costureira encerrou seu trabalho.
2)Orações
interrogativas iniciadas por pronomes ou
advérbios interrogativos que não sejam o sujeito.
Ex.: Donde vinham aqueles homens?
Quem sou eu para tal?
3)Orações optativas ou imprecativas.
Ex.: Queira Deus que não te enganes. Morra o anarquista!
Ex.: Queira Deus que não te enganes. Morra o anarquista!
4)Em frases exclamativas e imperativas. Ex. : Como
é bela esta paisagem! Ouçam
todos a solução.
5)Voz
passiva pronominal.
Ex.: Vende-se uma casa. Alugam-se apartamentos.
Ex.: Vende-se uma casa. Alugam-se apartamentos.
3 . Antecipação de outros termos
Às
vezes podemos antecipar outros termos da
oração que desejamos pôr em evidência.
Eis alguns casos mais usados:
1)Objeto direto: Animal mais inútil eu nunca vi.
2)Objeto indireto: De música todo mundo gosta.
1)Objeto direto: Animal mais inútil eu nunca vi.
2)Objeto indireto: De música todo mundo gosta.
3)Predicativo do sujeito ou do objeto: Impossível
seria permanecer calado.
4)Adjunto adverbial: Naquele lugar, todos estudam muito.
4)Adjunto adverbial: Naquele lugar, todos estudam muito.
4. Colocação das orações subordinadas
1)As orações subordinadas
substantivas normalmente vêm após a
principal.
Ex.: É necessário que venhas. Ele disse que não viria.
2)As orações subordinadas adjetivas vêm após o substantivo ou pronome à que se referem.
Ex.: Ele vendeu o carro que recebeu no concurso.
Ex.: É necessário que venhas. Ele disse que não viria.
2)As orações subordinadas adjetivas vêm após o substantivo ou pronome à que se referem.
Ex.: Ele vendeu o carro que recebeu no concurso.
3)As orações subordinadas adverbiais
são as que mais oferecem variação,
podendo vir antes, no meio ou depois
da oração subordinada.
Ex.: Se o tempo não mudar, não iremos.
Ele viu, antes que o chanassem, o que estava acontecendo.
Ex.: Se o tempo não mudar, não iremos.
Ele viu, antes que o chanassem, o que estava acontecendo.
A menina estava no pátio, quando
eu cheguei.
Observação: As orações subordinadas adverbiais
comparativas e consecutivas sempre vêm após a principal, devido ao tipo de
conjunção que as ligam.
II-COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Trata
da colocação nas frases dos pronomes
pessoais oblíquos ME, TE, SE, O,
A, OOS, AS, LHE, LHES, NOS, VOS
que podem aparecer em:
• PRÓCLISE (antes do verbo): Nada se perdeu.
• ÊNCLISE (depois do verbo): Perdeu-se o rumo.
• MESÓCLISE (no meio do verbo): Perder-se-ão os rumos.
• PRÓCLISE (antes do verbo): Nada se perdeu.
• ÊNCLISE (depois do verbo): Perdeu-se o rumo.
• MESÓCLISE (no meio do verbo): Perder-se-ão os rumos.
* CASOS DE
OCORRÊNCIA DA PRÓCLISE: a)Orações optativas (que
exprimem desejo):
Ex. : Deus te proteja. Bons ventos te levem.
Ex. : Deus te proteja. Bons ventos te levem.
b)Gerúndio
precedido de EM (o pronome
fica entre o verbo e a preposição).
Ex.: Em se tratando disso, eu concordo.
Ex.: Em se tratando disso, eu concordo.
c) Por atração de algumas classes
de palavras:
* Palavras negativas (não, nunca, jamais...): Não lhe diga nada. Jamais o contrarie.
* Palavras negativas (não, nunca, jamais...): Não lhe diga nada. Jamais o contrarie.
* Pronomes indefinidos
(algum, nenhum, ninguém): Ninguém nos
convencerá.
* Pronomes demonstrativos (este, esse., aquele...): Isto o convencerá.
* Pronomes relativos (que, quem, qual, cujo...): Ex.: Achei o que me pediste.
* Advérbios não virgulados: Ex.: Aqui se resolvem todos os problemas. Aqui, reolvem-se todos os problemas.
Observação: Não se deve usar o pronome oblíquo logo depois da vírgula.
* Conjunções subordinativas:
Ex.: O homem produz pouco quando se alimenta mal.
* Palavras de valor interrogtivo ou exclamativo: Quem te disse isso?
* Pronomes demonstrativos (este, esse., aquele...): Isto o convencerá.
* Pronomes relativos (que, quem, qual, cujo...): Ex.: Achei o que me pediste.
* Advérbios não virgulados: Ex.: Aqui se resolvem todos os problemas. Aqui, reolvem-se todos os problemas.
Observação: Não se deve usar o pronome oblíquo logo depois da vírgula.
* Conjunções subordinativas:
Ex.: O homem produz pouco quando se alimenta mal.
* Palavras de valor interrogtivo ou exclamativo: Quem te disse isso?
* CASOS DE
OCORRÊNCIA DE ÊNCLISE:
a)Verbo no início da
frase: Comenta-se o fato.
b)Verbo no
Imperativo Afirmativo: Sentem-se
todos.
Observação: Segundo a gramática, não se inicia frase com pronome oblíquo, embora na linguagem coloquial isto seja comum.
Observação: Segundo a gramática, não se inicia frase com pronome oblíquo, embora na linguagem coloquial isto seja comum.
c)Verbo no
gerúndio: Modificou a frase, tornando-a
ambígua.
d)Verbo no Infinitivo pessoal: Corri
a defendê-lo.
* CASOS DE OCORRÊNCIA DE MESÓCLISE:
A mesóclise somente ocorre com os verbos no Futuro do Presente ou no Futuro do Pretérito do Indicativo, se não houver palavra que atrai o pronome: Convidar-me-ão para a festa. Chamar-te-ia, se pudesse. Não me convidarão para a festa..
A mesóclise somente ocorre com os verbos no Futuro do Presente ou no Futuro do Pretérito do Indicativo, se não houver palavra que atrai o pronome: Convidar-me-ão para a festa. Chamar-te-ia, se pudesse. Não me convidarão para a festa..
* CASOS EM QUE É
FACULTATIVA A COLOCAÇÃO
a) Sujeito com verbo logo depois: Isto nos interessa. Isto interessa-nos.
b)Verbo no Infinitivo, seguido de preposição: Corri para defendê-lo. Corri para o defender.
c) Conjunções coordenativas: Chegarm e nos chamaram. Chegaram e chamaram-nos.
a) Sujeito com verbo logo depois: Isto nos interessa. Isto interessa-nos.
b)Verbo no Infinitivo, seguido de preposição: Corri para defendê-lo. Corri para o defender.
c) Conjunções coordenativas: Chegarm e nos chamaram. Chegaram e chamaram-nos.
* COLOCAÇÃO
PRONOMINAL QUANDO HÁ MAIS DE UM VERBO:
a)Verbo principal no infinitivo:
* Com palavra que atraia o pronome: Não lhe quero apresentar meu amigo.
a)Verbo principal no infinitivo:
* Com palavra que atraia o pronome: Não lhe quero apresentar meu amigo.
*
Sem palavra que atraia o
pronome: Quero lhe apresentar
meu amigo.
Quero apresentar-lhe meu amigo.
b) Verbo principal no gerúndio:
* Com palavra que atraia o pronome: Alguém lhe ia dizendo a verdade.
b) Verbo principal no gerúndio:
* Com palavra que atraia o pronome: Alguém lhe ia dizendo a verdade.
* Sem palavra que atraia o pronome: Ia lhe
dizendo a verdade.
Ia dizendo-lhe a verdade.
c) Verbo principal no particípio:
* Com palavra que atraia o pronome: Ninguém lhe havia contado a verda
c) Verbo principal no particípio:
* Com palavra que atraia o pronome: Ninguém lhe havia contado a verda
* Sem palavra que atraia o pronome:
Havia lhe contado a
verdade.
. Observações: Não use pronome oblíquo depois de verbo no particípio.
Nas locuções verbais e tempos compostos, quando se usa verbo auxiliar, pode-se usar hífen ou não depois do verbo.
Ex.: Vou-te devolver o dinheiro. Vou te devolver o dinheiro.
Havia-lhe contado a verdade. Havia lhe contado a verdade
. Observações: Não use pronome oblíquo depois de verbo no particípio.
Nas locuções verbais e tempos compostos, quando se usa verbo auxiliar, pode-se usar hífen ou não depois do verbo.
Ex.: Vou-te devolver o dinheiro. Vou te devolver o dinheiro.
Havia-lhe contado a verdade. Havia lhe contado a verdade
Frase, oração e período
Frase - todo enunciado de sentido completo, capaz de estabelecer comunicação. Podem ser nominais ou verbais.Oração - enunciado que se estrutura em torno de um verbo ou locução verbal.
Período - constitui-se de uma ou mais orações. Podem ser simples ou compostos.
ATENÇÃO
No
período simples, não há vírgulas entre o sujeito, o verbo ou seu complemento!
No
período composto, coloque entre as orações, ou vírgula ou conjunção!
Sujeito
O
verbo mantém relação de concordância com seu sujeito. A composição do sujeito
explícito pode ser uma única palavra ou um conjunto de palavras (onde se deve
determinar o núcleo ou núcleos), incluindo também as orações substantivas
subjetivas.
Podem
ser núcleo do sujeito: substantivo ou um equivalente dele (pronomes
substantivos, numerais substantivos ou palavras substantivadas).
Tipos de sujeito
Os
tipos de sujeito são basicamente dois, segundo Pasquale e Ulisses, determinado
(simples, composto e oculto) e indeterminado (indeterminado e oração sem sujeito).
Simples - possui um núcleo.Ex.: Maria esteve aqui / Alguém me viu / Duas vieram
Observação
|
|
| o pronome oblíquo átono pode funcionar como suj. de um verbo no infinitivo. Isso ocorre quando se tem na 1ª oração um verbo causativo (deixar, mandar, fazer...) ou sensitivos (ver, ouvir, sentir...) - o chefe mandou-o trabalhar / não o vimos entrar | |
Ex.: João e eu visitamos a moça / Jessé ou José casará com ela? / Estão aqui o seu dinheiro e sua bolsa!
Observação
|
|
| nos casos de inversão do suj. a verbos intransitivos (aparecer, chegar, correr, restar, surgir...), pode-se confundi-lo com objeto. Deve-se sempre examinar a natureza do verbo, para não se deixar enganar - apareceu, enfim, o cortejo real | |
Ex.: Vivemos felizes / "Antes de iniciar este livro, imaginei construí-lo pela divisão do trabalho" - G. Ramos / Beba esse leite, menino!
Indeterminado - quando não se pode (ou não se quer) precisar que elemento é o sujeito. Ocorre de duas maneiras: verbo na 3ª pessoa do plural, sem sujeito explícito ou 3ª pessoa do singular (exceto VTD) + SE. (Nunca lhe ofereceram emprego / Precisa-se de empregados)
Observação
|
|
| a oração de suj. indeterminado com a partícula se não pode ser transformada em voz pass. analítica. Havendo essa possibilidade, a palavra se deve ser interpretada como pronome apassivador - celebrou-se a missa - a missa foi celebrada | |
OBS: Eu, professora Maria Lúcia Carneiro, particularmente, penso que se o sujeito é um termo essencial da oração, não podemos considerar uma Oração Sem Sujeito, parece algo meio ilógico, eu diria que embora o sujeito não seja um ser específico, a oração tem sim um sujeito que pratica a ação do verbo!
Ex.: Choveu demais / São três anos de solidão / Há cem voluntários / Há muitos anos não o vejo / Vai para dois meses de espera.
Observação
|
|
| os verbos impessoais não apresentam sujeito e devem permanecer na 3ª pessoa do singular (exceto o verbo ser, que também admite a 3ª pessoa do plural). Quando um verbo auxiliar se junta a um verbo impessoal, a impessoalidade é transmitida a ele. | |
Predicado
Apresenta-se em três tipos:verbal - núcleo é um verbo significativo, nocional que traz uma idéia nova ao sujeito (transitivo ou intransitivo)
nominal - núcleo do predicado é um nome (predicativo). O verbo não é significativo, funcionando apenas como ligação entre o sujeito e o predicativo
verbo-nominal - contém dois núcleos: verbo significativo e um predicativo
Observação
|
|
| Quando houver verbo de ligação, o predicado será necessariamente nominal e quando houver predicativo do objeto, o predicado será verbo-nominal sempre. | |
Predicado verbal
É formado por um verbo transitivo ou intransitivo, isto é, um verbo que não seja de ligação. Neste caso, o verbo será sempre significativo, constituindo o núcleo do predicado verbalEx.: Os passageiros desceram. / Comprei flores. / Comprei-lhe flores.
Predicado nominal
É formado por um verbo de ligação acrescido de um nome (substantivo, adjetivo ou pronome), dito predicativo do sujeito. O núcleo deste predicado é o predicativo, uma vez que o verbo somente estabelece ligação.Ex.: O rapaz estava apreensivo. / Ela caiu de cama. / A mãe virou bicho naquele dia.
Predicativo
Expressa um estado ou qualidade do sujeito ou do objeto. Pode ser representado por: substantivo ou expressão substantivada, adjetivo ou locução adjetiva, pronome, numeral ou oração subordinada substantiva predicativa.Ex.: Os filhos são frutos / Ela era chata e sem utilidade / Os próximos seremos nós / Todos eram um / O difícil era que ele viesse
O predicativo pode referir-se ao objeto, sendo mais raramente ao objeto indireto. Exprime, às vezes, a conseqüência do fato indicado pelo predicado verbal.
Ex.: Elegeram o macaco Tião governador / Todos lhe chamavam ladrão
Observação
|
|
| O predicativo pode vir precedido de preposição (de, em, para, por), de locução prepositiva ou da palavra como (Ele formou-se de advogado / Considerei-o como um farsante. | |
Predicado verbo-nominal
Encerra em si mesmo uma união de predicados. Apresenta um verbo significativo (núcleo do predicado verbal) e um predicativo (núcleo do predicado nominal), portanto dois núcleos.Ex.: Ela entrou risonha na sala. / João abaixou os olhos pensativo. / Considero inexeqüível o projeto exposto.
A regência verbal é importante para se compreender que os verbos devem ser classificados em função do contexto em que se apresentam. Há casos de verbos que aparecem com transitividades diferentes se os contextos foram trocados.
Ex.: Perdoai sempre. - intransitivo / Perdoai as ofensas - transitivo direto / Perdoai aos inimigos - transitivo indireto / Perdoai as ofensas aos inimigos. - transitivo direto e indireto
Observação
|
|
| verbos transobjetivos: julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar, declarar, adotar, ter, fazer, tornar, encontrar, deixar, ver, coroar, sagrar, achar etc. | |
Verbos
ligação - expressam estado permanente ou transitório, mudança ou continuidade de estado, aparência de estado (ser, estar, permanecer, ficar, continuar, parecer, andar = estar). Deve-se entender que estes verbos não serão mais de ligação se não estabelecerem relação entre sujeito e seu predicativo. (Ando preocupado / Andei cem metros, Fiquei triste / Fiquei na sala, Permaneceu suspensa / Permaneceu no cargo)intransitivo - quando a significação verbal está inteiramente contida no verbo, não necessitando de complementação.
transitivo - pedem complementos verbais para completarem a sua significação. Podem ser transitivos diretos, indiretos e diretos e indiretos, dependendo do complemento.
Complementos verbais
São termos que complementam a significação de um verbo transitivo, isto é, de sentido incompleto. Podem ser diretos ou indiretos em função de se ligarem ou não ao verbo por preposição necessária.Completa um verbo transitivo direto sem se ligar a ele por preposição necessária. Representa-se por: substantivo, pronome substantivo, numeral, palavra ou expressão substantivada ou oração subordinada substantiva objetiva direta.
Ex.: Amava a mulher / Não direi nada / Ele deixou cinco caídos / Use aquele i
Pode indicar: o ser sobre o qual recai a ação verbal, o resultado da ação ou o conteúdo da ação.
Ex.: Castigou o filho / Construiu uma bela casa / Contestou sua reeleição
Objeto direto preposicionado
Completa o sentido de um verbo transitivo direto, com o uso de uma preposição não regida pelo verbo. Alguns casos deste emprego são indicados pela gramática:com as formas tônicas dos pronomes pessoais - Ele conquistou a mim com sabedoria
com o pronome quem com antecedente expresso - Perdi meu pai a quem muito amava
com o nome Deus - Ame a Deus
quando se coordenam pronome pessoal átono e substantivo - Ele o esperava e aos convidados.
com verbo trans. direto usado impessoalmente + se - Aos pais ama-se com carinho
para evitar ambigüidade - "Vence o mal ao remédio" (A. Ferreira)
Objeto direto interno
Construído em cima de um pleonasmo, traz um complemento que já tem sua idéia semanticamente expressa pelo verbo (Viverei a vida intensamente. / Choramos um pranto sentido).Objeto indireto
Complemento ligado a um verbo transitivo indireto, ligado a ele por meio de uma preposição necessária (a, mais raramente para), regida pelo verbo.Pode ser representado por: substantivo ou expressão substantivada, pronome substantivo, numeral ou oração subordinada substantiva objetiva indireta.
Ex.: Ele divergiu do rapaz / A moça apresentou-o a elas / A mãe gostava de ambos
Objeto representado por pronome oblíquo
Os pronomes pessoais oblíquos, como foi visto no estudo da morfologia, são indicados para uso sintático de objetos.Os pronomes o, a, os, as são utilizados para substituir o objeto direto. Já os pronomes lhe, lhes substituem o objeto indireto. Os demais pronomes oblíquos átonos (me, te, se, nos e vos) tanto podem ser empregados para substituir objeto direto quanto indireto. Neste último caso, deve-se analisar a transitividade verbal para classificar o complemento.
Ex.: Emprestei-o / O assunto interessa-lhe / Telefonou-me / Convidaram-nos
Cabe também destacar que com a utilização dos pronomes como objeto indireto a preposição não aparece, dificultando um pouco a análise.
Ex.: Comprei um presente a ela = comprei-lhe um presente
Objeto pleonástico
Recurso utilizado para chamar a atenção para o objeto, que antecede o verbo. O objeto deslocado é repetido através de um pronome pessoal átono.Ex.: Estas obras, já as li no ano passado / Ao avarento, nada lhe satisfaz
Agente da passiva
Nas orações de voz passiva analítica, é o elemento que pratica a ação verbal, daí seu nome de agente, uma vez que o sujeito é paciente. Seu emprego na forma analítica não é obrigatório, podendo ser omitido em função de ter menor importância.O agente da passiva vem precedido de preposição (de, per, por).
Ex.: A casa foi construída com esforço (Por quem?) / Vários exércitos foram vencidos pelos romanos
Complemento nominal
Tanto o CN como o OI vêm precedidos de preposição obrigatória, mas a palavra que rege esta preposição é diferente nos dois casos: nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) no CN e verbo no OI.Ex.: ofensivo à honra, contrariamente aos nossos anseios, compreensão do mundo ¹ obedecer aos princípios, precisar de auxílio
Deve-se marcar que há uma relação de regência nominal envolvendo o emprego do CN, que é termo regido. Muitas vezes o nome cuja significação o CN integra tem raiz verbal (amar o trabalho - amor ao trabalho / confiar em Deus - confiança em Deus). Quando um termo preposicionado se liga a um advérbio ou adjetivo, não há dúvida de que o termo regido é um CN.
No entanto, quando um termo preposicionado liga-se a um substantivo, deve-se fazer uma análise mais criteriosa. Esse substantivo deve apresentar uma transitividade em si mesmo, para ser caracterizado como CN. São casos de substantivos ditos transitivos:
substantivo abstrato de ação, correspondente a verbo cognato que seja transitivo ou que peça complementação adverbial de circunstância
Ex.: inversão da ordem - onde o verbo de "inverter a ordem" é trans. direto / obediência aos pais - onde o verbo de "obedecer aos pais" é trans. indireto / ida a Roma - onde o verbo de "ir a Roma" pede adjunto adverbial
substantivo abstrato de qualidade, derivado de adjetivo que se possa usar transitivamente
Ex.: certeza da vitória - onde se pode construir "certo da vitória" / fidelidade aos amigos - onde se pode construir "fiel aos amigos"
Observação
|
|
| se perderem o caráter abstrato, os substantivos deixam de reger CN | |
Adjunto adnominal
Acompanha um substantivo, núcleo de uma função sintática qualquer, procurando caracterizá-lo, determiná-lo ou individualizá-loO adj. adnominal pode ser expresso por: artigos, numerais ou pronomes adjetivos, adjetivos e locuções adjetivas. A um mesmo núcleo podem-se subordinar adjuntos adnominais de naturezas diferentes.
O adj. adnominal constituído de artigo ou pronomes adjetivo pode aparecer combinado ou contraído com uma preposição, que não possui função sintática.
Ex.: Naquele dia (aquele é adj. adnominal, mas em não possui função sintática)
São considerados adjuntos adnominais os pronomes oblíquos com valor possessivo (pisou-me o pé = o meu pé / tirou-nos até a roupa = até a nossa roupa). Neste caso, alguns autores divergem entendendo-o como OI.
Quando é representado por um loc. adjetiva, é comum confundir o adj. adnominal com o CN, por causa da preposição.
CN X Adj. adnominal
Adj. adnominal qualifica, especifica, enquanto CN integra a significação antecedente e nunca indica posseCN pode referir-se a um substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio, mas o adjunto adnominal só se refere ao substantivo
CN são exigidos pela transitividade do nome a que se ligam. Um grande número de nomes que pedem complemento são substantivos abstratos derivados de verbos significativos
Ex.: Matou os mosquitos - matança de mosquitos, onde "de mosquitos" é o CN
CN é paciente ou alvo da noção expressa pelo nome (sentido passivo)
Adj. adnominal indica agente ou o possuidor da noção expressa pelo substantivo (sentido ativo), além de também poder expressar especificação. (Pegue esse prato de porcelana / Esta é a casa de Paulo)
Assim como em qualquer análise sintática, deve-se considerar o contexto frasal para este tipo de distinção. Um mesmo substantivo pode aparecer em uma frase com CN e noutra com adj. adnominal.
A invenção de palavras caracteriza a obra de Guimarães Rosa. (CN - "palavras" é paciente da ação contida no substantivo "invenção")
A invenção de Santos Dumont abriu caminho para o futuro. (Adj. adnominal - "Santos Dumont" é o agente da ação expressa pelo substantivo "invenção")
A plantação de cana enriqueceu a economia do país. (CN - pois "plantação" tem valor abstrato da ação de plantar cujo objeto/paciente é "cana")
O fogo destruiu toda a plantação de cana. (Adj. adnominal - porque "plantação" aqui é concreto, logo intransitivo)
Adjunto adverbial
Apesar poder se referir ao verbo, o adj. adverbial não é complemento verbal, mas um termo acessório que acrescenta determinada circunstância ao que se refere.Pode ser representado por um advérbio ou uma locução adverbial, indicando alguma circunstância. Quando expresso por um advérbio, pode modificar um adjetivo ou outro advérbio. Incluem-se como adj. adverbiais também as palavras e expressões denotativas
Ex.: Costumava falar em altos brados (modo), Aonde você vai? (lugar), Ele é muito bom goleiro (intensidade), Retirou a terra com a pá (instrumento)
Observação
|
|
| não confundir predicativo do sujeito com adj. adverbial de modo. Este último é invariável e se refere ao verbo, enquanto o predicativo é variável e concorda com o suj. a que se refere. | |
Aposto
Termo ou expressão de caráter individualizador ou de esclarecimento, que acompanha um elemento da oração, qualquer que seja a função deste.Conforme o sentido que empresta a seu referente, pode ser analisado como:
explicativo - Mariovaldo, meu primo, esteve aqui.
enumerativo - Eis os três rapazes: José, Ruan e Sérgio
recapitulativo ou resumitivo - Os pais, os netos e as primas, todos estavam radiantes
distributivo - Matemática e Biologia são ciências, aquela exata e esta humana
aposto de oração - A resposta foi ríspida, sinal de ignorância / Foi rápido nos exercícios, fato que me surpreendeu
especificativo - O poeta Olavo Bilac / O estado de Tocantins / A serra de Teresópolis
Observação
|
|
| o aposto especificativo não se confunde com adj. adnominal pois, no caso do aposto, ambos os termos designam o mesmo ser. Ex.: A cidade de Londres ¹ A neblina de Londres | |
De maneira geral, o aposto explicativo é destacado por pausas, podendo ser representadas por vírgulas, dois pontos ou travessões. Pode vir precedido de expressões explicativas do tipo: a saber, isto é, quer dizer etc.
Observação
|
|
| aposto especificativo não se separa de seu referente por nenhum sinal de pontuação. Neste caso, pode o aposto vir precedido de preposição. | |
SINTAXE DE CONCORDÂNCIA
Trata da harmonia entre as palavras
da frase. Pode ser:
CONCORDÂNCIA NOMINAL – Tratada harmonia entre os
substantivos e as palavras que o acompanham.
CONCORDÂNCIA VERBAL - Trata da harmonia
entre o verbo e o
seujeito.
I - CONCORDÂNCIA VERBAL
Trata sobre a concordância entre o verbo
e o seu sujeito.
1)SUJEITO SIMPLES OU COMPOSTO CLAROS - Verbo
concorda com o sujeito.
Exemplos: Acontecem tantas desgraças no
mundo. O viajante e o amigo seguiram sua marcha
Observação: Se o sujeito composto
estiver após o verbo, este pode concordar só com o mais próximo.
Exemplos: Aqui reina o silêncio e a paz.
2) SUJEITO COMPOSTO DE PESSOAS DIFERENTES - Verbo no
plural da pessoa que tiver prevalência.
Exemplos: Meu amigo e eu fomos ao
jogo. Tu e ele partireis amanhã.
3) VOZ PASSIVA SINTÉTICA - Concorda
com o sujeito.
Exemplos: Aluga-se uma casa. Vendem-se carros
Exemplos: Aluga-se uma casa. Vendem-se carros
4)SUJEITO INDETERMINADO COM PRONOME SE -
Fica sempre no singular.
Exemplos: Precisa-se de funcionários. Aqui se vive muito bem.
Exemplos: Precisa-se de funcionários. Aqui se vive muito bem.
5)UM E OUTRO - NEM UM NEM OUTRO -
Verbo no plural, de preferência.
Exemplos: Um e outro
eram inteligentes.
Nem um nem outro chegaram.
6)SUJEITO PRONOME RELATIVO QUE -
Concorda sempre com o antecedente da palavra que.
Exemplo: Fui eu que
comprei a casa.
7)SUJEITO PRONOME RELATIVO QUEM -
Concorda com o antecedente ou vai para a
3ª pessoa do
singular.
Exemplos: Fomos nós
quem pagamos. Fomos nós quem
pagou.
8) Interrogativos QUAL ou
QUAIS ou PRONOMES INDEFINIDOS +
DE NÓS ou DE VÓS:
. Pronome qual ou indefinido no
singular, o verbo fica no singular.
Exemplos:
Qual de nós irá? Algum de vós
deve ir.
. Pronome qual ou indefinido no
plural, o verbo vai para a 3ª
pessoa do plural ou
concorda com o antecedente.
concorda com o antecedente.
Exemplos: Quais de
nós irão (iremos). Alguns de vós
irão (ireis0
9) UM OU OUTRO - Verbo no singular, se houver
exclusão.
Exemplo: Um ou outro
casará com Maria.
10)UM DOS QUE - Verbo no singular ou
plural.
Exemplo: Tatiana
é uma das que mais estuda (estudam).
11 )A MAIOR PARTE DE - UMA PORÇÃO
DE - CERCA DE:
Especificativo no
plural = verbo no plural.
Exemplo: Lá a
maior parte das pessoas são analfabetas.
Especificativo no
singular = verbo no singular.
Exemplo: A
maior parte da população é analfabeta
naquele lugar.
12) PRONOMES DE TRATAMENTO - Verbo na 3ª pessoa sempre.
Exemplo: Vossa
Senhoria agiu com moderação.
13) NOMES PRÓPRIOS NO PLURAL:
* Com artigo antes, verbo no plural.
Exemplo: Os
Estados Unidos são um país rico.
* Sem artigo antes, verbo no
singular.
Exemplo:
Estados Unidos é um país rico.
14)NÚMERO PERCENTUAL - Concorda com
o numeral.
Exemplos: Um por cento
dos alunos reclamou. Vinte por cento
dos alunos reclamaram.
15)HAVER (existir) - HAVER, FAZER (tempo passado) -
FENÔMENOS DA NATUREZA:
* Todos são casos
de oração sem sujeito, portanto o verbo deve
ficar no singular.
Exemplos:
Havia dez pessoas na sala. Faz
três anos hoje.
Choveu muito ontem. Deve
fazer dois anos que...
Observação:
Usados no sentido conotativo têm sujeito e
concordam com ele.
Exemplo:
Choveram papéis coloridos sobre nós.
16) APOSTO RESUMITIVO - Concorda com
o elemento resumidor.
Exemplo: Pais,
irmãos, amigos, ninguém o convencia.
17) DAR - BATER - SOAR ( horas):
* Concorda, se houver
um sujeito claro.
Exemplo:
Deu oito horas o relógio da igreja.
(sujeito)
* Concorda com o
numeral, se não houver sujeito.
Exemplo:
Deram oito horas no relógio da
igreja. (Não há sujeito)
18) VERBO SER
*
Sujeito TUDO, AQUILO, ISSO -
Concorda com o sujeito ou o
predicativo.
Exemplo:
Tudo é flores. Tudo são flores.
* Nome
de PESSOA ou PRONOME PESSOAL - Concorda com o
sujeito.
Exemplo:
Aninha é só carinhos. Ela é os
mimos da casa.
* Sujeito
O RESTO, O MAIS - * Concorda com o
predicativo.
Exemplo:
O resto eram coisas supérfluas.
* É
POUCO, É MUITO - Sempre no singular.
Exemplo:
Três mil reais é muito por este
vestido
*
HORAS, DATAS - Concorda com o numeral.
Exemplos:
Eram duas horas quando saí. Hoje são
vinte de abril.
Observação:
Usando-se a palavra dia, fica no singular.
Exemplo:
Hoje é dia vinte de abril.
19) Locução HAJA VISTA:
*
Sentido de ATENTE-SE ou POR EXEMPLO,
usa-se no singular.
Exemplo:
Haja vista os ùltimos acontecimentos...
* Sentido de
VEJAM-SE, usa-se no plural.
Exemplo:
Hajam vista os autos do processo.
20) VERBO PARECER + VERBO NO INFINITIVO:
* Flexiona-se o verbo parecer ou o
verbo no infinitivo.
Exemplo: As
estrelas pareciam brilhar. As estrelas parecia brilharem.
21)CONCORDÂNCIA IRREGULAR OU FIGURADA (SILEPSE):
* Silepse de gênero:
concorda-se com o gênero do sujeito a que nos referimos.
Exemplo:
V. Sª é generoso. Gramado é belíssima.
* Silepse denúmero: concorda-se
com a idéia de quantidade.
Exemplo.: O
pessoal lá de casa estavam preocupados.
* Silepse de pessoa: a pessoa que fala
também se inclui no sujeito.
Exemplo: Os
brasileiros gostamos de futebol.
Pesquisa e Organização:
Professora: Ozenir Neri Prieto
Disponível: http://www.graudez.com.br/portugues/index.html
21/09/06
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