GÊNERO NOTÍCIA
Para mais informações, localize neste
blog, o link para ler o Conto: Vovó caiu
na piscina!
A notícia é um texto jornalístico (é veiculada oral,
ou verbalmente)
A Narrativa é
curta - diz
apenas o essencial para captar a atenção do leitor.
O acontecimento é atual - o que acontece ou aconteceu é conhecido no espaço de 24 horas.
O acontecimento é atual - o que acontece ou aconteceu é conhecido no espaço de 24 horas.
Interesse geral – a informação deve despertar a curiosidade e
atenção do público a que se destina.
ESTRUTURA
DA NOTÍCIA
1.Título/MANCHETE (Deve
ter destaque, letras caixa alta e negrito)
2.Lead
é o
primeiro parágrafo do texto, que pode ou não ser destacado graficamente e que
deverá conter as informações essenciais, respondendo sempre que possível às
perguntas:
Quem ? (com quem aconteceu)
O quê? (o que aconteceu, acontece ou
vai acontecer)
Onde? (local onde aconteceu)
Quando? (dia, hora,)
3.Corpo da noticia
É o
desenvolvimento da notícia na íntegra, no qual deverão estar as respostas
às questões:
Como? (contar como aconteceu a
notícia)
Por quê? (porque aconteceu a notícia)
Causas e consequências (se
necessário)
LINGUAGEM
As frases
devem ser curtas: sujeito, predicado, complemento.
Usar substantivos e verbos muito mais que adjetivos.
Evitar
dar opinião sobre o que conta; contar somente o que aconteceu:
Denotativa,
objetiva, direta (ao contrário do texto de ficção)
Adequar a
linguagem ao provável leitor:
Formal,
ou informal, depende de onde a notícia será veiculada. Se num jornal como a
Folha de São Paulo, ou a Gazeta do Povo (formal); se num outro que atende a
maioria da população (informal), como o Jornal do Ônibus, ou a Tribuna etc.
Exemplo:
HOMEM É PRESO EM FLAGRANTE POR
FURTO DE ESTEPES EM CURITIBA
Detenção ocorreu durante operação
da Delegacia de Furtos e Roubos nos bairros Cajuru, Jardim Botânico e Cristo
Rei, onde o índice do crime é alto
A Polícia Civil realizou
uma operação de combate ao furto de estepes de veículos em Curitiba na semana
passada e prendeu em flagrante um homem de 26 anos que levava o pneu de um
carro na região leste da cidade. Segundo a Delegacia de
Furtos e Roubos (DFR), a
detenção ocorreu na quinta-feira (30) durante uma ação nos bairros Cajuru, Jardim Botânico e Cristo Rei, onde é alta a incidência desse tipo de delito.
A Polícia
informou que o suspeito foi preso por tentativa de furto qualificado. O homem
tinha ainda mandados de prisão pelos crimes de furto e roubo expedidos pela
Vara Criminal de Videira (SC).
(Jornal Gazeta do Povo: 03/12/2013)
Menino salva primo de 4 anos de
ataque de cão
Crianças jogavam futebol quando cão de vizinha
escapou, em Santa Maria (RS).
Garoto de 11 anos foi mordido na perna e na cabeça, onde levou 30 pontos.
Garoto de 11 anos foi mordido na perna e na cabeça, onde levou 30 pontos.
Gabriel beija o primo, Rafael, que foi mordido na cabeça e na perna pelo cão de um vizinho
O garoto Rafael da Rosa Bachmann, de 11 anos,
salvou o primo de 4 anos do ataque de um cão no domingo (2), em Santa Maria
(RS). Ele jogava futebol com outras crianças em frente a sua casa, quando o
cachorro de um vizinho fugiu e tentou atacar seu primo, Gabriel da Rosa
Pereira.
Para protegê-lo, Rafael saltou entre o menino e o
cão. O garoto tentou se defender e o animal começou a mordê-lo na cabeça.
Depois de ouvir os gritos das outras crianças, a mãe de Rafael, Patrícia da
Rosa, conseguiu espantar o cão e socorrer o filho. Ela está grávida de sete
meses.
Rafael foi medicado no Pronto Atendimento
Municipal, levou 30 pontos na cabeça e sete na perna. Ele não corre risco de
morte e garante que, apesar da dor, não se arrepende de ter defendido o primo.
“Se ele não me atacasse, ia ser uma das outras
crianças. Todas eram menores do que eu”, afirma Rafael. O dono do cachorro não
foi localizado.
Jornal “O Globo”, 03/12/2007)
Atividades
1) Os elementos do gênero notícia:
a O que aconteceu? (fato)
b Com quem?
c Quando?
Onde?
Onde?
d Como?
e Por quê? (causas e consequências)
2
2) Escreva uma notícia sobre os acontecimentos ocorridos durante a Semana da Arte Moderna. Assine o texto como repórter/jornalista que se encontra no local durante as apresentações dos artistas participantes.
ATIVIDADES DE FIXAÇÃO
Leia o conto "Uma vela para Dario", de Dalton Trevisan, em seguida, imagine-se repórter que presenciou a cena e escreva uma notícia sobre o acontecimento central.
Lembre-se dos elementos centrais do gêneros Notícia:
Manchete/título, Lead e Corpo do Texto
Identifique-se como autor da notícia, colo que data e nome do Jornal em que a notícia foi veiculada. Coloque nome, número e turma e entregue à professora.
Uma vela para Dario
Dario vem apressado, guarda-chuva no braço esquerdo. Assim que dobra a esquina, diminui o passo até parar, encosta-se a uma parede. Por ela escorrega, senta-se na calçada, ainda úmida de chuva. Descansa na pedra o cachimbo.
Dois ou três passantes à sua volta indagam se não está bem. Dario abre a boca, move os lábios, não se ouve resposta. O senhor gordo, de branco, diz que deve sofrer de ataque.
Ele reclina-se mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo apagou. O rapaz de bigode pede aos outros que se afastem e o deixem respirar. Abre-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario ronqueja feio, bolhas de espuma surgem no canto da boca.
Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua conversam de uma porta à outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo repete que Dario sentou-se na calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o guarda-chuva na parede. Mas não se vê guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado.
A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagará a corrida? Concordam chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à parede __ não tem os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.
Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além da esquina; a farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobrem o rosto, sem que faça um gesto para espantá-las.
Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora , comendo e bebendo, gozam as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.
Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados __ com vários objetos __ de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do nome, idade, sinal de nascença. O endereço na carteira é de outra cidade
Registra-se correria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as calçadas: é a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoas tropeçam no corpo de Dario, pisoteado dezessete vezes.
O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identifica-lo __ os bolsos vazios. Resta na mão esquerda a aliança de ouro, que ele próprio __ quando vivo __ só destacava molhando no sabonete. A polícia decide chamar o rabecão.
A última boca repete __ Ele morreu, ele morreu. E a gente começa a se dispersar. Dario levou duas horas para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim. Agora, aos que alcançam vê-lo, todo o ar de um defunto.
Um senhor piedoso dobra o paletó de Dario para lhe apoiar a cabeça. Cruza as mãos no peito. Não consegue fechar olho nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem morto e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos.
Um menino de cor e descalço vem com uma vela, que acende ao lado do cadáver, Parece morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.
Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem a aliança. O toco de vela apaga-se às primeiras gotas da chuva, que volta a cair. (Dalton Trevisan)
ATIVIDADES DE FIXAÇÃO
Leia o conto "Uma vela para Dario", de Dalton Trevisan, em seguida, imagine-se repórter que presenciou a cena e escreva uma notícia sobre o acontecimento central.
Lembre-se dos elementos centrais do gêneros Notícia:
Manchete/título, Lead e Corpo do Texto
Identifique-se como autor da notícia, colo que data e nome do Jornal em que a notícia foi veiculada. Coloque nome, número e turma e entregue à professora.
Uma vela para Dario
Dario vem apressado, guarda-chuva no braço esquerdo. Assim que dobra a esquina, diminui o passo até parar, encosta-se a uma parede. Por ela escorrega, senta-se na calçada, ainda úmida de chuva. Descansa na pedra o cachimbo.
Dois ou três passantes à sua volta indagam se não está bem. Dario abre a boca, move os lábios, não se ouve resposta. O senhor gordo, de branco, diz que deve sofrer de ataque.
Ele reclina-se mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo apagou. O rapaz de bigode pede aos outros que se afastem e o deixem respirar. Abre-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario ronqueja feio, bolhas de espuma surgem no canto da boca.
Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua conversam de uma porta à outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo repete que Dario sentou-se na calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o guarda-chuva na parede. Mas não se vê guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado.
A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagará a corrida? Concordam chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à parede __ não tem os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.
Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além da esquina; a farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobrem o rosto, sem que faça um gesto para espantá-las.
Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora , comendo e bebendo, gozam as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.
Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados __ com vários objetos __ de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do nome, idade, sinal de nascença. O endereço na carteira é de outra cidade
Registra-se correria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as calçadas: é a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoas tropeçam no corpo de Dario, pisoteado dezessete vezes.
O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identifica-lo __ os bolsos vazios. Resta na mão esquerda a aliança de ouro, que ele próprio __ quando vivo __ só destacava molhando no sabonete. A polícia decide chamar o rabecão.
A última boca repete __ Ele morreu, ele morreu. E a gente começa a se dispersar. Dario levou duas horas para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim. Agora, aos que alcançam vê-lo, todo o ar de um defunto.
Um senhor piedoso dobra o paletó de Dario para lhe apoiar a cabeça. Cruza as mãos no peito. Não consegue fechar olho nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem morto e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos.
Um menino de cor e descalço vem com uma vela, que acende ao lado do cadáver, Parece morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.
Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem a aliança. O toco de vela apaga-se às primeiras gotas da chuva, que volta a cair. (Dalton Trevisan)

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